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Os Quatro Erros Que Estão Levando ao “Relaxamento do Isolamento”

2020.04.10 12:44 sairjean Os Quatro Erros Que Estão Levando ao “Relaxamento do Isolamento”

“É fácil persuadir o povo de algo, difícil é manter essa persuasão.” ― Niccolò dei Machiavelli
Temos visto nos últimos dias as pessoas relaxarem a observância das medidas de isolamento social nos estados e municípios onde foi implantado. Era mais do que previsível, dada a maneira titubeante com que foi implantado.
Deixemos de lado, por hora, a atuação do Presidente da República, que a maioria dos brasileiros acredita que “mais atrapalha que ajuda”, segundo recente pesquisa do Datafolha, e nos concentremos somente no que o Ministério da Saúde e os governos estaduais e distrital e as prefeituras municipais têm feito.
O timing da adoção do isolamento social foi tempestivo, na avaliação de vários especialistas, embora tenha sido já muito perto da subida acelerada da curva de contágio, deixando aos governos e à população pouca margem temporal de manobra. No momento em que os governadores e prefeitos decidiram agir, já de meados para o fim de março, não havia mais tempo para errar. E eles erraram, humanos que são. E insistem nos erros, arriscando emular outra proverbial espécie animal.
(Pode parecer injusto apontar erros dos governadores e prefeitos diante das, digamos, atitudes do presidente. Mas ele é um “ponto fora da curva”, que não deve servir de parâmetro.)
Primeiro erro: quiseram implantar as medidas de distanciamento ou isolamento social gradualmente, talvez para não dar uma parada brusca na atividade econômica, e para convencer e condicionar os cidadãos aos poucos. E também para eles próprios, os governantes, poderem aprender, na tentativa e erro, as mais eficazes estratégias de isolamento, posto que ninguém tinha fórmulas prontas, e o que funcionou em outros países nem sempre é diretamente transponível à realidade brasileira.
Para que pudesse ser assim, porém, as medidas restritivas teriam que ter começado logo depois do Carnaval, aproveitando a ressaca da primeira e última festa popular que tivemos e teremos este ano, quando todo mundo quer mais é ficar dentro de casa mesmo, e não tem a menor vontade de sair pra estudar ou trabalhar. Mas, já no último terço do mês de março, as medidas tomadas teriam que já ser mais duras que foram ― e que ainda não estão sendo agora, no final do primeiro terço de abril.
Por exemplo, de início, e até hoje em muitos lugares, restaurantes podiam servir às mesas, desde que em menor lotação, deixando metade ou mais das mesas vazias. Ora, se um salão meio vazio reduz as chances de transmissão da doença, um salão totalmente vazio zera as chances de transmissão. Atendimento “para viagem” ou entrega em casa deveriam ter sido as únicas formas permitidas desde o início, sem consumo local.
Outra coisa: recomendava‐se às pessoas sair de casa somente “em caso de necessidade”, como fazer compras de supermercado e de farmácia, mas também correr na orla, se exercitar no parque, e até passear com o cachorro! (Vai explicar isso pra uma autoridade de saúde chinesa ou sul‐coreana…) Agora, estão tendo que cercar as mesmas praças, parques e calçadões que disseram que as pessoas podiam continuar frequentando. A ordem (não apenas “recomendação”) desde o início devia ter sido sair de casa apenas em caso de extrema necessidade, entendida como algo que, se deixar de ser feito, pode ocasionar a morte de alguém! Comprar comida e remédios é extrema necessidade; correr na orla e passear com o cachorro, não.
“Ah, mas as pessoas podiam se exercitar ao ar livre, desde que evitassem aglomerações.” Mas o que é uma aglomeração? Dez pessoas num espaço fechado de 20 m² de área é uma aglomeração? E cinco pessoas? E se for em 30 m²? E se for num espaço aberto? E se for “só rapidinho”?…
Aí está o segundo erro: confiar demais no bom senso e no discernimento das pessoas para avaliar situações críticas para a eficácia do isolamento. Não é que a maioria das pessoas não tenha bom senso nem discernimento (uma parcela delas não tem mesmo); mas sim que é muito difícil abandonar velhos hábitos e adotar novos. Especialmente quando os novos hábitos são desagradáveis, contrariam nossos desejos, exigem esforço e disciplina, põem à prova nossa força de vontade e, pior ainda, se nos são impostos por alguma autoridade. Que o digam todos que já tentaram fazer dieta pra emagrecer ou iniciar a prática de atividades fisicas, sobretudo se foi por recomendação médica! Nós sempre tendemos, inconscientemente até, a buscar maneiras de burlar as imposições que nos foram feitas.
Assim é que os julgamentos inerentemente subjetivos que as pessoas fazem do que seja uma “aglomeração” são inescapavelmente enviezados: tendem a ser mais próximos do que é mais conveniente e confortável para elas, e o mais próximo possível dos seus antigos hábitos, e não do que as autoriddes de saúde consideram aceitável para minimizar a transmissão do vírus. Confie no “bom senso” dos frequentadores do parque e o parque ficará cheio; confie no “discernimento” do dono do mercado e o mercado ficará lotado; deixe para o gerente do banco decidir o tamanho “razoável” das filas junto aos caixas e as filas serão enormes. E deixe para as próprias pessoas nas filas das agências e dos supermercados avaliar a distância que precisam manter umas das outras, e elas ficarão muito próximas ― neste caso, por causa da ilusão de que, quanto mais perro elas estejam do início da fila, mais rápido vão ser atendidas.
Não! Pelo menos no início do processo de condicionamento, a disciplina tem que ser imposta e cobrada com rigor. Desvios devem ser corrigidos e punidos energicamente. Como só agora alguns governadores e prefeitos estão pensando em fazer ― e, mesmo assim só a partir da semana que vem…
Terceiro erro: dar às pessoas a ilusão de que o sacrifiício não será tão grande quanto se sabe que de fato será. Já na primeira entrevista coletiva que deu, o ministro da Saúde declarou que o pico da epidemia, fosse este de uma “montanha” ou uma “colina”, se daria entre o final de abril e o início de maio. Então, não precisa ser nenhum expert em epidemiologia pra deduzir que se o período de distanciamento ou isolamento social vai começar mais de um mês antes do pico, e sendo as curvas dos modelos epidemiológicos simétricas, o término desse período de isolamento deverá ser também mais de um mês depois desse pico. Quer dizer, se as medidas começaram em meados de março, elas terão que perdurar até meados de junho, para atingir o objetivo primário de “achatar a curva” ― e também o secundário, que não se fala muito, de “aplainar a curva” da segunda onda epidêmica que inevitavelmente virá quando as medidas de restrição forem relaxadas.
Então, por que os governadores e prefeitos já não decretaram, desde o início, que o isolamento vai ter que durar pelo menos três meses para ser efetivo? Por que ficam nessa lenga‐lenga de “quinze dias, e depois reavaliamos” a necessidade de continuar ou não com o isolamento? Para não “assustar” ou “desanimar” a população? Isso só faz as pessoas terem a expectativa de que vão ter que aguentar “só mais duas semanas”, e a cada prorrogação do prazo ficarem mais frustradas e impacientes, desacreditadas mesmo da eficácia das medidas. Afinal, se a cada duas semanas elas são continuadas, ficam cada vez mais rigorosas, e ainda assim o número de casos e mortes só aumenta, é porque não está dando certo!
(Dizer que a quantidade de mortes “seria muito maior” sem o isolamento é uma coisa muito vaga e abstrata; a variação nas quantidades de casos e de mortes de uma semana pra outra oferece um parâmetro muito mais objetivo, ainda que, por si só, enganoso, pras pessoas avaliarem a aparente eficácia das medidas de contenção adotadas. E esse parâmetro vai dar aparentar um índice mais de fracasso que de sucesso até que se chegue do “outro lado” do pico da curva.)
Esses três primeiros erros, na verdade, são variações de um mesmo equívoco maior: violar uma das mais conhecidas regras de política real do velho Niccolò:
“Faça de uma vez só todo o mal, mas o bem faça aos poucos.”
No caso em questão, implante logo de início duras regras de restrição à circulação de pessoas. Depois, quando for seguro, vá relaxando bem devagar. Coincidência ou não, é como fizeram (primeiro o “mal”) e estão fazendo (agora o “bem”) a China e a Coréia do Sul. E não estou dizendo que se devia ter feito aqui exatamente igual ao que se fez lá. Mas que os gestores devem ter coragem de fazer o que deve ser feito quando ainda pode ser feito.
“Não, você não poderá passear com seu cachorro. Não vai poder passear nem sozinho, aliás. Se insisitr, será multado em 1000 reais. Se desacatar o guarda, será preso. Você escolhe se prefere cumprir o isolamento na sua casa ou na cadeia.”
“Restaurantes, lanchonetes e padarias só vão poder atender pra viagem ou por delivery. Quem atender para consumo no local ficará duas semanas de portas fechadas. Se reincidir, perderá o alvará de funcionamento.”
“O decreto de isolamento social vai durar pelo menos até 15 de junho. Se der tudo certo, no início de junho a gente começa a abrandar o isolamento. O quê?… Se não for suficiente, a gente prolonga, ora!”
Medidas assim precisavam ter sido anunciadas no primeiro dia. Como não foram, têm que ser ditas hoje. Senão, “na terça que vem”, medidas muito piores terão que ser anunciadas.
Mas ainda tem ainda outro problema, que não é tanto dos governantes, mas mais das autoridades de saúde…
Quarto erro: números enganosos, que fazem parecer que o problema é menor do que na realidade é, que o perigo está mais distante do que na realidade está. Sabemos que, por vários motivos ― subnotificação, testagem insuficiente, atraso nos resultados dos testes, tempos de incubação do vírus, de aparecimento dos sintomas, de agravamento dos sintomas ― nós não só estamos vendo a “ponta do iceberg” como estamos olhando pra ele com o binóculo ao contrário! (Pra quem nunca olhou num binóculo ou luneta, se você olhar pelas lentes pequenas, apropriadamente chamadas de “oculares”, o objeto visto parecerá mais próximo; se você virar o instrumento ao contrário e olhar pelas lentes maiores, chamadas “objetivas”, o objeto visto parecerá mais distante.)
E não basta simplesmente os especialistas ouvidos todos os dias nos noticiários alertarem para o fato de que, devido aos problemas supracitados, a quantidade de infectados “deve ser maior” (já ouvi alguns falarem que “pode ser maior”) que o número de casos confirmados da doença. Novamente, isso fica muito vago. “Maior quanto?”, as pessoas se perguntam. E, ao imaginar a resposta, pensam sempre algo como “10% maior? 50% maior?”.
É que as pessoas em geral têm dificuldade de entender o conceito de ordem de grandeza. O mais recente e talvez mais confiável estudo cientifico sobre isso (postarei o link depois) estima que, no Brasil, pouco menos de 1% dos prováveis infectados são detectados. Isso quer dizer que o número de infectados é 100 vezes maior ― duas ordens de grandeza ― que o de casos confirmados!
E não são só pessoas com baixa instrução que têm dificuldade de entender isso. Quando eu falei desse estudo pra um amigo com grau superior de escolaridade, ele me disse, com base no número de casos confirmados ontem, 09/04, que foi 17.857, que então seriam “180 mil aproximadamente‘’ os infectados. No que eu repliquei, “É pra multiplicar por 100, não por 10.” E ele soltou um palavrão quando deduziu o número provável de perto de 1.800.000 infectados no Brasil enquanto escrevo estas intermináveis linhas. Não foi um erro de matemática dele, óbvio, mas uma resistência psicológica de encarar um cenário muito mais terrível do que ele acreditava ser. (A mesma resistência, que, estou certo, está na sua mente, leitor, neste exato momento, gritando pra você “Não, isso é um exagero, não pode ser tudo isso!”)
Este é o número que tem que ser anunciado com destaque nos telejornais: o número provável de infectados estimado por algum método razoável, nem que seja baseado em “palpites bem informados” (educated guesses). Porque, por mais grosseiro e incerto que seja ― e, no estágio atual de (des)conhecimento sobre o coronavírus, não tem como não ser ―, ele ainda será muito mais próximo da realidade que o ilusório “total de casos confirmados” que vemos pelo nosso binóculo ao contrário. Pelo menos enquanto não tivermos testado uma quantidade de pessoas que permita calcular, com métodos estatísticos confiáveis (aplicados em qualquer pesquisa de opinião ou de intenção de voto), quantos assintomáticos e paucissintomáticos há na população brasileira num dado momento.
“Ah, mas não tem como fazer esse cálculo.” Tem sim! Há pelo menos um mês que é possível fazer. Qualquer matemático que faça jus ao seu diploma ― de graduação ― é capaz de bolar um modelo baseado nos dados coletados na China e na Coréia do Sul (e, em breve, também na Alemanha), e fazendo a devida adaptação nos parâmetros para adequar à realidade brasileira, extrapolar um número que estará dentro de uma margem de erro ainda larga, mas dentro da qual é altamente improvável que o número de casos confirmados esteja. (Foi assim que os autores do estudo dos 1% fizeram, aliás, mas baseando‐se apenas nos números da China.) Para os objetivos de conhecer o real tamanho e a real distância de um iceberg, enxergar pelas oculares de um binóculo um tanto desfocado é melhor que olhar pelas objetivas de um perfeitamente ajustado.
Mas e qual seria a diferença, para o público, saber esse número estimado? Isso não vai confundi‐lo ainda mais? Não, vai esclarecê−lo mais! Porque hoje o morador da Rocinha lê no jornal que tem 11 casos confirmados numa comunidade de estimados 100 mil habitantes e pensa, “Ah, é muio pouca gente ainda!” Talvez ele leia a lista de nomes dessas pessoas e, muito provavelmente, não conhecerá nenhum. Qual a chance de qualquer um desses onze ter cruzado seu caminho no dia a dia, na ida e volta pro trabalho, ou na visita ao mercado? Não é nem preciso fazer conta pra estimar que é mínima, ínfima, praticamente nula. Conclusão: ainda dá pra encontrar os amigos no largo que dá acesso à principal subida do morro.
Mas se ele ouvir todo mundo nos jornais, na teve, na internet falando que esses 11 casos correspondem, provavelmente, a 1.100 infectados, a coisa muda completamente de figura! Já são pouco mais de 1% dos moradores. Quer dizer que, de cada cem pessoas, conhecidas ou não, que passam por ele todos os dias subindo e descendo as vielas da favela, uma já tem o coronavírus. Pode ser alguém que more no seu beco! Ou o mototaxista que o leva todo dia pro trabalho! Ou pode estar atrás dele na fila do supermercado!
Semelhantemente, numa cidade pequena, de 20 mil habitantes, enquanto não é anunciado o primeiro caso, as pessoas pensam que seu lugar ainda está “livre do vírus”. Tem prefeito de cidade do interior afrouxando as normas de fechamento do comércio e de restrição à circulação de pessoas baseando‐se justamente nessa falsa premissa. Mas se ele souber que quando o primeiro caso em sua cidade for confirmado provavelmente já haverá outros 99 ainda não notificados, e que, portanto, o vírus já pode estar circulando na sua cidade há vários dias, talvez já há semanas, e que a qualquer momento um deles vai dar entrada no único hospital da cidade e já de cara ocupar um dos dois leitos de UTI disponíveis, ele vai pensar 10 vezes antes de autorizar a reabertura do comércio!
Haverá, ainda, tempo de corrigir esses erros, antes da explosão de casos? Bom, certamente não vai se obter o mesmo benefício que se obteria se eles tivessem sido corrigidos há duas, três semanas. Muitas pessoas que não precisavam morrer vão morrer ― já estão morrendo ― porque os gestores públicos e as autoridades de saúde agiram conforme eu descrevi aqui. Mas muitas mais que não precisam morrer vão morrer se eles continuarem, se nós todos continuarmos, agindo da mesma maneira.
“Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.”
(Não, esta não é de Maquiavel; nem de Einstein, como às vezes se atribui. É de um grande sábio desconhecido mesmo…)
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2020.03.15 18:20 kaxinawa-pan As ações normativas do governo federal para enfrentar o problema

Boa tarde, pessoal!
Diante do agravamento da crise do coronavírus, decidi nesta semana transformar as cinco medidas principais que seriam aqui destacadas em um único bloco inteiramente dedicado às mudanças normativas que foram feitas nesta semana pelo governo federal para, em tese, conseguir enfrentar o avanço dos casos de contaminação e transmissão “sustentada” do vírus dentro do país. Um abraço, Breno
Coronavírus: o que o governo está fazendo de fato
A Anvisa definiu regras excepcionais para facilitar a chegada ao mercado de insumos, medicamentos e produtos de saúde relacionados direta ou indiretamente com a tentativa de conter o avanço do coronavírus ou garantir um tratamento eficiente contra o vírus. O processo de certificação de Boas Práticas de Fabricação, condição essencial para que um produto possa obter registro oficial e ser comercializado, agora poderá ser dispensado enquanto durar o período de emergência internacional de saúde pública. As inspeções sanitárias que, em situações normais, são feitas pela Anvisa nas plantas de fabricação de medicamentos, por exemplo, poderão ser substituídas pelas informações prestadas pelas autoridades regulatórias de outros países. A Anvisa também fica autorizada, se for o caso, a usar “mecanismos de inspeção remota”, com videoconferência, por exemplo, em substituição às verificações presenciais.
Essas flexibilizações da Anvisa, no entanto, valerão apenas para petições já registradas na agência reguladora antes da resolução publicada nesta sexta-feira. A exceção será justamente para casos que atendam ao “controle, diagnóstico, prevenção ou tratamento” do novo Coronavírus ou para produtos que sejam essenciais para “manutenção da vida” e que estejam com sua disponibilidade no mercado afetada por “razão comprovadamente ligada ao novo Coronavírus”. Máscaras de proteção e álcool gel são exemplos disso, embora não sejam diretamente citados na resolução da Anvisa.
Nos casos relacionados com o vírus, quando não for possível concluir o processo de certificação nos moldes alternativos agora definidos, a Anvisa ainda assim poderá emitir uma “certificação temporária” para liberar o insumo, medicamento ou produto, desde que o único obstáculo para o registro e comercialização seja a questão da impossibilidade técnica de certificação.
A certificação concedida pela Anvisa por meio desses mecanismos alternativos terá validade de dois anos. Já a certificação temporária valerá enquanto permanecer o quadro de emergência internacional de saúde pública. A validade inicial da resolução da Anvisa é de seis meses, mas sua vigência poderá ser prorrogada caso permaneça o quadro de emergência relacionado ao coronavírus.
Quem tem plano de saúde poderá fazer o teste para detectar eventual contaminação pelo novo coronavírus sem ter de pagar a mais por isso. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) incluiu o exame no listão de procedimentos que as operadoras têm a obrigação de cobrir para seus usuários. No entanto, a cobertura será garantida somente nos casos em que houver indicação de necessidade do teste por um médico. O paciente deve estar enquadrado como “caso suspeito ou provável” da doença Covid-19, segundo definição do Ministério da Saúde. Ou seja, não é qualquer usuário de um plano de saúde que poderá ir atrás de um teste coberto pelo plano, sem que haja uma indicação prévia nesse sentido.
O Ministério da Saúde definiu os procedimentos a serem adotados para garantir o isolamento e, se for o caso, a quarentena de pessoas que tiverem contraído o novo coronavírus. O isolamento dependerá apenas da assinatura de um médico ou da recomendação de um agente de vigilância epidemiológica (desses que visitam as residências). Preferencialmente, o paciente deverá ficar isolado em sua própria residência, por um período de 14 dias (que pode se prolongar por mais duas semanas se necessário). Mas o paciente também poderá ficar isolado em hospitais públicos ou privados, dependendo de seu estado clínico.
Formalmente, não existe a obrigação de o paciente se submeter ao isolamento. Para que o isolamento aconteça, a pessoa terá que assinar um termo de consentimento “livre e esclarecido”, em que atesta que foi informado pelo médico sobre a necessidade de isolamento ou quarentena e sobre “as possíveis consequências da sua não realização”. Uma dessas consequência, conforme a portaria, é que o descumprimento da determinação envolverá a comunicação do caso para a polícia e Ministério Público, e a responsabilização do paciente.
A determinação de quarentena por 40 dias (prorrogáveis) não dependerá apenas da assinatura de um médico. Será preciso um ato formal e devidamente motivado assinado pelo secretário municipal, pelo secretário estadual ou ainda pelo ministro da Saúde. Essa medida deverá ser publicada em Diário Oficial e amplamente divulgada nos meios de comunicação. Pelo que a portaria pontua, enquanto o isolamento tem o objetivo de “separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas”, a quarentena visa a “garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo e determinado”.
A realização de exames, testes e mesmo tratamentos médicos específicos poderão ser feitos de maneira compulsória, bastando indicação nesse sentido por parte de um médico ou de qualquer outro profissional de saúde (enfermeiros, por exemplo). No caso da coleta de amostras clínicas (sangue, por exemplo) ou da adoção de medidas profiláticas, não será necessário nem mesmo essa indicação profissional.
Bens de pessoas físicas e de empresas poderão ser requisitados para auxiliar no enfrentamento do vírus. O mesmo vale para serviços prestados por pessoas e empresas. O alvo mais evidente aqui é o uso de hospitais privados e dos serviços de cobertura de saúde prestados pelas operadoras de planos de saúde. Mas a inclusão de bens e serviços de pessoas físicas deixa esse ponto potencialmente mais amplo - uso improvisado de terrenos ou edificações de propriedade privada, por exemplo, em caso de falta de espaço em hospitais? De qualquer forma, a medida garante “o direito à justa indenização”.
O Ministério da Educação criou um órgão especificamente voltado para avaliar situações de emergência. Embora o texto não trate especificamente da epidemia do coronavírus, a medida se insere nesse contexto. É esse Comitê Operativo de Emergência que irá decidir sobre medidas como a suspensão de atividades escolares na rede federal de ensino. Composto por representantes das principais secretarias do MEC e com assento de oito integrantes das associações de educação dos estados, municípios e das universidades, o órgão deverá gerenciar assuntos "sensíveis" e de "repercussão nacional".
Um pouco de contexto: Vale muito a pena reler a análise feita aqui na newsletter no dia 7 de fevereiro, quando o presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que deu poderes para o governo adotar medidas extremas para conter o avanço do coronavírus - naquele momento, uma ameaça bem menos palpável do que agora.
Todos os órgãos do governo federal, exceto estatais (lista completa aqui), deverão “organizar campanhas de conscientização” dos riscos relacionados ao novo coronavírus e das medidas que podem ser tomadas pelas pessoas para prevenir o contágio e a transmissão da doença.
Os órgãos também estão agora oficialmente orientados a “reavaliar criteriosamente a necessidade de realização de viagens internacionais a serviço” enquanto perdurar o cenário de emergência internacional. Os servidores que viajarem e apresentarem sintomas deverão trabalhar remotamente por 14 dias contados a partir do retorno ao país. Caso a função não possa ser executada à distância, a falta desses servidores deverá ser abonada.
Em relação a eventos “com elevado número de participantes” (a portaria não estabelece um número específico), a realização deles deverá também ser “criteriosamente” reavaliada. Deverá ser considerado não somente o adiamento, mas também a possibilidade de que o encontro ou reunião possa acontecer por videoconferência ou outro meio eletrônico.
O Ministério da Ciência e Tecnologia criou o Comitê de Especialistas Rede Vírus, um “fórum de assessoramento científico de caráter consultivo”. A ideia é que esse comitê sirva para integrar os esforços de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e definição de prioridades de pesquisa relacionados com “viroses emergentes”. A coordenação desse grupo será do secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas. Além dele, farão parte desse pequeno comitê um representante do CNPq e um da Finep, mas a portaria deixa brecha para que o Ministério da Ciência e Tecnologia indique outros membros, caso assim entenda necessário. “Cientistas de notório saber” também poderão ser chamados a participar, como convidados.
Real Oficial: Portaria nº 356, de 11 de março de 2020 (Ministério da Saúde), Resolução Normativa nº 453, de 12 de março de 2020 (ANS), Resolução da Diretoria Colegiada nº 346, de 12 de março de 2020 (Anvisa), Portaria nº 329, de 11 de março de 2020 (Ministério da Educação) Instrução Normativa nº 19, de 12 de março de 2020 (Ministério da Economia) e Portaria nº 1.010, de 11 de março de 2020 (Ministério da Ciência e Tecnologia).
© 2020 Breno Costa Unsubscribe Florianópolis, SC, Brasil
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2019.11.12 21:42 xi_save_earth Um guia para o golpe boliviano de 2019 (tradução automática)

Conteúdo original de https://pastebin.com/WWKsnBqR.
Reuni isso para combater os argumentos que tenho visto com mais frequência em relação ao golpe contra Evo Morales na Bolívia.

Reivindicação 1: Evo encheu o tribunal cheio de partidários para que ele pudesse se tornar presidente vitalício

Em 2016, foi realizado um referendo para determinar se Evo Morales seria capaz de concorrer à reeleição. Ele perdeu por pouco este referendo.
Evo Morales concordou em cumprir os resultados do referendo de 2016, impedindo sua candidatura à reeleição até o Supremo Tribunal reverter a decisão.
https://www.lostiempos.com/actualidad/pais/20171129/tribunal-constitucional-avala-reeleccion-indefinida-evo-morales
Muitos estabelecimentos ocidentais alegaram que Evo Morales lotou a corte para manter o poder. No entanto, esta afirmação é questionável.
A constituição boliviana de 2009, aprovada por referendo, especifica o processo pelo qual uma pessoa é submetida ao Supremo Tribunal Federal. Você pode ler a constituição completa aqui: https://web.archive.org/web/20090521023641/http://www.presidencia.gob.bo/download/constitucion.pdf
O processo é o seguinte: Os candidatos ao tribunal constitucional são pré-selecionados pela Assembléia Legislativa. Há um juiz correspondente a cada um dos nove departamentos (estados) da Bolívia. Cada estado vota em seu juiz e o vencedor do voto popular é colocado na quadra.
É absolutamente desonesto agir como se o processo de seleção boliviano fosse menos democrático do que o que existe na grande maioria do mundo. Nos Estados Unidos, os juízes da Suprema Corte são selecionados por uma pessoa (o presidente, que nem precisa ter ganho um voto popular em todo o país) e aprovados sem nenhuma contribuição dos cidadãos pelo Senado (a câmara do Congresso que menos reflete a popularidade vontade, pois é independente da população).
Evo está no poder desde 2006. Embora seja uma quantidade decente de tempo, não vamos esquecer que Angela Merkel é a chefe do ramo executivo da Alemanha desde 2005, e ninguém está questionando seu mandato.

Reivindicação 2: a eleição de 2019 foi cheia de irregularidades ou fraudada

Essa narrativa foi perpetuada pela OEA e por grupos de oposição na Bolívia sem provas.
A primeira alegação de irregularidades eleitorais foi publicada em um comunicado de imprensa da OEA (https://www.oas.org/en/media_centepress_release.asp?sCodigo=E-085/19). A reivindicação deles:
A Missão da OEA manifesta sua profunda preocupação e surpresa com a mudança drástica e difícil de explicar na tendência dos resultados preliminares revelados após o encerramento das pesquisas.
Às 19:40 do domingo, 20 de outubro, o TSE divulgou os resultados do TREP. Esses números indicavam claramente uma segunda rodada, uma tendência que coincidia com a única contagem rápida autorizada e o exercício estatístico da Missão. Nossas informações foram compartilhadas hoje com o TSE e o Ministério de Relações Exteriores.
Às 20:10, o TSE parou de divulgar resultados preliminares, por decisão do plenário, com mais de 80% dos votos contados. 24 horas depois, o TSE apresentou dados com uma inexplicável mudança de tendência que modifica drasticamente o destino da eleição e gera uma perda de confiança no processo eleitoral.
Para entender essa situação, é preciso primeiro entender o sistema eleitoral da Bolívia. Essa análise estatística, conduzida pelo Centro de Pesquisa Econômica e Política em Washington DC, fornece uma boa visão geral do sistema eleitoral: http://cepr.net/images/stories/reports/bolivia-elections-2019-11.pdf?v=2
Há potencialmente duas rodadas nas eleições presidenciais da Bolívia. Um candidato que recebe mais de 50% dos votos, ou pelo menos 40%, com 10 pontos percentuais de vantagem sobre o vice-campeão no primeiro turno, é declarado vencedor. Se nenhum candidato atender a um desses requisitos, os dois candidatos com mais votos deverão se enfrentar nas eleições de segundo turno.
...
O TSE possui dois sistemas de contagem de votos. O primeiro é uma contagem rápida, conhecida como Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP, a seguir denominada contagem rápida). Este é um sistema que a Bolívia e vários outros países latino-americanos implementaram seguindo as recomendações da OEA. Foi implementado para a eleição de 2019 por uma empresa privada em conjunto com o Serviço de Registro Cívico (SERECÍ), o serviço de registro civil, e foi projetado para fornecer um resultado rápido - mas incompleto e não definitivo - na noite das eleições para dar aos meios de comunicação uma indicação da tendência de votação e informar o público. É improvável que o TSE processe 100% dos resultados na contagem rápida de votos em todo o país devido a limitações logísticas e a quantia processada pode variar amplamente de acordo com a geografia e o tipo de votação. Por exemplo, no referendo constitucional nacional de 2016, processou 81,2% dos resultados antes de realizar uma conferência de imprensa por volta das 18h15. na noite da eleição. Os resultados do referendo autônomo de 2016 foram divulgados para cada jurisdição, com 66,7 a 100% dos resultados processados ​​às 19h30. na noite da eleição. Nas eleições judiciais de 2017, uma Missão de Especialistas Eleitorais da OEA elogiou o desempenho do sistema de contagem rápida por divulgar os resultados em 80%, por volta das 21h30.
O segundo sistema de contagem de votos é a contagem oficial (ou cómputo), que é juridicamente vinculativa sob a lei boliviana. A contagem oficial é mais completa e precisa e leva mais tempo. É o único sistema válido de contagem de votos, e o TSE o utiliza para determinar e anunciar os resultados finais das eleições.
Após a conclusão da votação, as cédulas individuais são contadas nas estações de voto e agregadas em actas ou folhas de registro. Para a contagem rápida não vinculativa, os resultados das folhas de registro são enviados aos operadores de verificação SERECÍ por meio de um aplicativo móvel, juntamente com fotos das próprias folhas. As fichas de registro são então enviadas fisicamente para um Tribunal Eleitoral Departamental (TED), onde as informações são verificadas e inseridas na contagem oficial.
O mesmo relatório também indica que o salto nas votações observado pela OEA não era apenas estatisticamente possível, mas provável. A interrupção nas transmissões do TREP ocorreu porque demorou mais tempo para a votação rural chegar. De qualquer forma, nenhuma irregularidade ocorreu na contagem oficial.
Além disso, uma análise das pesquisas de opinião na Bolívia antes das eleições parece mostrar resultados semelhantes. Pesquisas entre eleitores elegíveis mostraram que Evo recebeu entre 42,8 e 51,9% dos votos contra 25,6 a 34,3% de Mesa: https://www.as-coa.org/articles/poll-tracker-bolivias-2019-presidential-race
Os resultados oficiais das eleições, se é que mostram alguma coisa, mostram um leve impulso para Mesa, com Morales recebendo 47,08% e Mesa recebendo 36,51% dos votos. Esses resultados não são muito diferentes das pesquisas anteriores à eleição.
No entanto, no domingo, a OEA divulgou sua auditoria das eleições e recomendou uma nova eleição. Reservei um tempo para ler esta auditoria e determinar quais eram as suas queixas. Você pode encontrar o texto dessa auditoria aqui (em espanhol): http://www.oas.org/documents/spa/press/Informe-Auditoria-Bolivia-2019.pdf
Suas queixas, resumidas:
Criticou a segurança e o procedimento dos sistemas de computador, tanto para a contagem rápida quanto para a oficial, incluindo reclamações sobre como foi testado, configuração do servidor e controles de acesso ao software.
O redirecionamento de transmissões de certas máquinas na contagem rápida TREP para um servidor externo não reconhecido.
Uma análise de várias irregularidades relatadas constatou que 23% delas eram credíveis.
A OEA reconheceu a dificuldade de verificar os resultados nos municípios de Chuquisaca, Beni, Pando, Potosí e Santa Cruz devido à destruição de cédulas e equipamentos eleitorais. [NOTA: essa destruição pós-eleitoral do material eleitoral ocorreu durante protestos organizados pela oposição de Morales por manifestantes antigovernamentais https://www.thenation.com/article/bolivia-elections-morales/]
Faltava segurança processual das eleições em vários distritos (regras que não são seguidas pelos funcionários eleitorais locais)
Em conseqüência, a OEA concluiu:
A equipe de auditoria não pode validar os resultados da presente eleição e recomenda outro processo eleitoral. O processo futuro deve contar com novas autoridades eleitorais para poder realizar eleições confiáveis.

Reivindicação 3: Este não é um golpe, mas uma restauração da democracia

Quando os resultados desta auditoria foram divulgados, Evo Morales concordou imediatamente com uma nova eleição com uma nova comissão eleitoral. Apesar disso, os líderes da oposição Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho exigiram a renúncia de Evo e o impedimento de sua participação nas novas eleições. https://www.theguardian.com/world/2019/nov/10/evo-morales-concedes-to-new-elections-after-serious-irregularities-found
Essa é uma demanda ... interessante: como a auditoria da OEA não encontrou evidências de manipulação por parte do governo Morales ou de seu conselho eleitoral, eles apenas encontraram falhas que poderiam ter sido manipuladas e sua recomendação era que o governo investigasse essas falhas e determinasse a responsabilidade. Exigir uma renúncia do Presidente parece uma postura bastante rígida nesse cenário.
Horas após esse anúncio, vários generais realizaram uma conferência de imprensa na qual pediram a Morales que renunciasse à presidência. Evo cedeu às suas demandas logo depois, concordando em renunciar como presidente para "garantir a paz social".
https://elpais.com/internacional/2019/11/10/actualidad/1573386514_263233.html
Autoridades policiais e militares começaram a prender funcionários da Suprema Corte, funcionários do Tribunal Eleitoral e políticos do partido MAS depois que Evo renunciou.
https://www.notimerica.com/politica/noticia-bolivia-detenidos-25-miembros-tribunales-electorales-irregularidades-comicios-presidenciales-20191111172213.html
Houve um colapso civil, com apoiadores de ambas as partes atacando casas e prédios do governo. A casa de Evo Morales foi arrombada e saqueada. A embaixada da Venezuela na Bolívia também foi demitida.
https://www.clarin.com/mundo/atacaron-casa-evo-morales-cochabamba-saqueos-varias-ciudades-bolivia_0_6zbi-rOV.html
Os líderes da oposição entraram no palácio do governo ainda no domingo, incluindo Luis Fernando Camacho. A Wiphala (bandeira indígena que se tornou a bandeira secundária da Bolívia) foi derrubada. Um dos participantes (um pastor) colocou uma Bíblia na bandeira boliviana e disse: “A Bíblia voltou ao palácio. O Pachamama nunca mais voltará. ”O Pachamama é uma deusa importante do povo indígena da Bolívia.
https://www.jornada.com.mx/ultimas/mundo/2019/11/11/nunca-mas-volvera-la-pachamama-al-palacio-de-gobierno-en-bolivia-3923.html
O próprio Camacho é um ex-membro da União da Juventude de Santa Cruz, que, de acordo com Max Blumenthal, é uma organização nacionalista de direita explicitamente envolvida em violências anti-Morales e anti-indígenas.
https://thegrayzone.com/2019/11/11/bolivia-coup-fascist-foreign-support-fernando-camacho/
Os militares e a polícia já declararam que iniciarão operações para restaurar a ordem na cidade de El Alto. El Alto tem sido historicamente um local de protesto indígena e é uma área que apoia Evo Morales.
https://www.france24.com/es/20191112-bolivia-choques-policia-evo-mortales
Quase todos os políticos na linha de sucessão imediata deixaram o cargo ou foram presos após a remoção de Morales. Isso inclui Alvaro Garcia, ex-vice-presidente, e a presidente do Senado, Adriana Salvatierra (ambos membros do MAS). Jeanine Añez, líder da oposição no Senado, reivindicou o papel de presidente interina. Em outras palavras, o líder do partido minoritário na câmara alta assumiu o controle do poder executivo, apesar de o mandato de Morales das eleições de 2014 o ter mantido no cargo até janeiro do próximo ano, quando o próximo presidente seria ser inaugurado.
https://www.elpais.com.uy/mundo/renuncia-evo-morales-quedara-cargo-bolivia.html
Morales procurou asilo no México e chegou lá hoje. Jeanine Añez disse que o único objetivo de seu governo de transição é promover novas eleições, mas ainda não foi definida uma data. As duas casas do Congresso ainda precisam confirmar sua presidência.
https://www.bbc.com/news/world-latin-america-50383608
No que diz respeito a um golpe, não importa realmente se a auditoria da OEA é precisa na avaliação da fraude eleitoral.
Evo Morales concordou imediatamente em atender ao pedido e só se demitiu depois que os militares o pediram. Definitivamente, isso é um golpe de estado e é altamente incomum que não esteja sendo relatado como tal, especialmente porque atualmente não há presidente em exercício, mas os militares já começaram ações de execução unilateralmente em El Alto.

Bônus: Esta é obviamente uma operação apoiada pelos EUA, certo?

A análise histórica básica leva a suspeitar do envolvimento dos EUA de uma forma ou de outra, mas é importante poder apoiar essas alegações com evidências.
Recentemente, uma série de gravações de áudio vazadas parece ter fornecido as primeiras evidências claras de envolvimento externo na Bolívia. 16 gravações de áudio sugerem que figuras do governo americano, colombiano e brasileiro falaram e apoiaram líderes da oposição boliviana em seu objetivo de remover Morales do poder. Os senadores norte-americanos Marco Rubio, Bob Menendez e Ted Cruz são todos mencionados pelo nome. Os planos descritos nas gravações de áudio vazadas incluem a queima de casas de políticos e o ataque à embaixada cubana.
https://elperiodicocr.com/bolivia-filtran-audios-de-lideres-opositores-llamando-a-un-golpe-de-estado-contra-evo-morales/
Marco Rubio já havia twittado expressando preocupação com as eleições bolivianas logo após as eleições, antes que a OEA emitisse sua declaração de preocupação com as eleições. Rubio escreveu seu tweet às 10h12, enquanto o relatório da OEA era publicado por volta das 21h.
https://twitter.com/marcorubio/status/1186284033178767361 https://twitter.com/OAS_official/status/1186456799089692673
Donald Trump aplaudiu o exército boliviano por remover Evo Morales, chamando sua renúncia de "vitória para a democracia". https://www.whitehouse.gov/briefings-statements/statement-president-donald-j-trump-regarding-resignation-bolivian-president-evo-morales/
O Grayzone informou sobre ligações entre membros da oposição boliviana e agentes de mudança do regime de inteligência dos EUA. O fundador da Rios de Pie, uma organização supostamente ambientalista, tem vários vínculos circunstanciais com a CANVAS, um grupo vinculado à CIA que esteve envolvido em várias operações de mudança de regime. Não é uma prova concreta de nada, mas é suspeita. https://thegrayzone.com/2019/08/29/western-regime-change-operatives-launch-campaign-to-blame-bolivias-evo-morales-for-the-amazon-fires/
Edit: Yuri Calderón (o general que exigiu a renúncia de Morales) trabalhou como adido militar em DC em 2013, e com a APALA (Polícia Agregada da América Latina), com sede em DC.
https://twitter.com/jebsprague/status/1193986589749211136?s=21
Não posso dizer com absoluta certeza que os EUA estiveram envolvidos nesse golpe, mas as considerações históricas e as evidências circunstanciais correspondem a um padrão de operações anteriores de mudança de regime apoiadas pelos EUA em um grau significativo.
Independentemente da sua opinião sobre Evo Morales e se a eleição é questionável, há boas razões para se preocupar com a situação na Bolívia, especialmente para as populações indígenas que historicamente enfrentam violência e opressão racistas. Já vimos atos destrutivos contra símbolos indígenas e os vínculos entre os golpistas e grupos de extrema-direita são significativos.ência, a OEA concluiu:
A equipe de auditoria não pode validar os resultados da presente eleição e recomenda outro processo eleitoral. O processo futuro deve contar com novas autoridades eleitorais para poder realizar eleições confiáveis.
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2019.10.24 14:30 Brunoekyte Como Escolher as Mídias para campanhas de marketing digital

Como Escolher as Mídias para campanhas de marketing digital
Ao planejar uma campanha surgem as dúvidas: quando usar Google Ads, Facebook Ads, e-mail marketing, automação e outras mídias? Para determinar a melhor estratégia, alguns fatores influenciam, como: amplitude do orçamento disponível, experiência do produto no mercado, perfil do público, modelo comercial e maturidade digital da empresa.
A escolha dos canais de marketing corretos é a base para o sucesso da estratégia de marketing digital. Um erro muito comum ao escolher os canais de marketing (mídias) é utilizar o método “empírico”.

O que é método empírico?

“Empírico é um fato que se apoia somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias e métodos científicos. Empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia, que não tem comprovação científica nenhuma. Método empírico é feito através de tentativas e erros, é caracterizado pelo senso comum, e cada um compreende à sua maneira. O conhecimento empírico é muitas vezes superficial, sensitivo e subjetivo. É conhecimento baseado em uma experiência vulgar ou imediata, não metódica e que não foi interpretada e organizada de forma racional.” O antônimo de empírico é “rigoroso”, “preciso” ou “exato”. Fonte: significados
Veja algumas situações onde o método empírico é utilizado no marketing digital. Já presenciou algum caso assim?
  1. Preferências do analista de marketing por conhecer melhor determinadas plataformas. Exemplo: sua experiência mais relevante era marketing de conteúdo, então coloca esta opção como prioridade total na estratégia da nova empresa.
  2. Preferências pessoais dos gestores, proprietários ou analista. Exemplo: o responsável pela estratégia usa mais a rede social “A” no seu dia a dia para fins pessoais. Por isso, quer ver sua empresa “bombando” nesta plataforma, pois acredita que seu público é como ele.
  3. Influenciado por determinada marca de plataforma digital que segue. Exemplo: o empreendedor segue a “marca A” de plataforma de automação, e tem pouco engajamento com as plataformas “B” de anúncios e “C” de redes sociais. Então coloca este ferramenta como centro da estratégia.
Estes cenários são mais comuns do que se imagina, e o “achismo” leva muitos negócios ao fracasso. Quando descobrem o erro já é tarde demais, muitos recursos e tempo foram perdidos. E agora os concorrentes já dominaram o cenário digital, ficando mais caro ou até mesmo impossível superá-los com os recursos disponíveis.

Criando um método científico para escolher canais de alcance

Criamos um método científico e uma ferramenta para auxiliar o planejamento de campanhas. Assim é possível acelerar o aprendizado e realizar campanhas de sucesso rapidamente. É um excelente ponto de partida, uma inspiração para sua estratégia. Conforme o avanço da maturidade digital da sua empresa, será possível utilizar dados, experiência e processos para personalizar este método e atingir resultados ainda melhores.

Tipos de mídias digitais para alcançar, atrair, encantar e converter

O método científico vai trabalhar sobre as mídias de alcance. Por isso é fundamental entender o conceito de jornada digital da publicação e os tipos de canais de marketing.

https://preview.redd.it/7m3q1ro9ehu31.png?width=502&format=png&auto=webp&s=7c28b40026e97ef90a4a600b49750850b62fc240
Caso tenha dúvidas, leia antes:
Só há um erro pior que escolher as mídias de alcance erradas: é escolher uma mídia com outra finalidade para o papel de alcançar. Nos conceitos citados acima exemplificamos os tipos de mídia para não haver dúvidas.
Exemplo: a empresa faz um investimento pesado para criar vídeos para seu canal no Youtube, com o objetivo de atrair mais clientes, e acaba com todos os recursos, ficando sem orçamento para executar campanhas de performance. O Youtube, assim como um site, pode ser uma ferramenta para alcançar clientes, desde que a publicação indexe na plataforma, conquistando relevância na busca do Google. Mas as chances de obter sucesso na busca são cada vez menores, e mesmo que ocorra pode demorar mais de um ano.
Então ao mesmo tempo que é importante prezar pelas técnicas de SEO (Search Engine Optimization) para site, blog e Youtube, não se deve contar como estratégia primária. Estas mídias apoiam a jornada digital para alcançar pessoas, mas sua função principal é receber leads de campanhas, encantá-los e levá-los para a conversão. Aliás, uma estratégia de SEO precisa do apoio de tráfego patrocinado para gerar tração. São poucas empresas com volume significativo de engajamento para ignorar esta técnica.
Então, para complementar esta estratégia dos vídeos no Youtube, seria necessário utilizar o Facebook Ads (patrocinado) ou Google Vídeo Ads para alcançar e atrair clientes para seu canal do Youtube ou website. Caso tivesse uma base de e-mails própria e de qualidade, também poderia disparar newsletter informando dos novos conteúdos. Em casos mais avançados um fluxo de automação para distribuir os conteúdos conforme perfil de cada visitante.
Resumindo, conhecer a finalidade de cada canal de marketing (mídia) é essencial para criar planos de marketing digital.

Fatores que influenciam na escolha das mídias de alcance

Para realizar uma escolha “mais científica” e “não empírica”, deve-se mapear os fatores que influenciam nos canais mais indicados. A partir disso conseguimos criar um método para escolher as mídias sociais, plataformas ou canais de marketing para as campanhas digitais.
Cada tipo de produto e negócio terá um caminho diferente na jornada de compra do cliente. Isto impacta na estratégia de mídias, públicos, horários, dias, valor de investimento e estratégia de comunicação.
Exemplo: a compra de um carro costuma ter em média 900 interações (fonte: Google). Enquanto a compra de um vinho costuma ter entre 1 a 10 pesquisas. São estratégias muito diferentes, e uma não funciona para a outra.
A estratégia como um todo é impactada por várias combinações e não é possível criar em apenas um conteúdo uma metodologia que aborde todos os fatores. Vamos focar nos itens que impactam na escolha dos canais de marketing:

Experiência do Produto no Mercado

Um dos fatores principais na estratégia de marketing digital é se o produto é disruptivo ou consolidado.
  • Produtos disruptivos são novos conceitos, ideias, tecnologias. Por exemplo, quando surgiram os primeiros celulares com “touch screen”, as primeiras ferramentas de automação de marketing, os primeiros aplicativos como Uber e Ifood, ou o carro elétrico. Por não haver uma demanda latente, é preciso estimular. É preciso agir com ações proativas, para “chegar” até o consumidor, criar desejo, educar e eliminar barreiras. Há poucas buscas diretas ou nenhuma. No caso do carro elétrico há buscas indiretas, pois as pessoas buscam os veículos tradicionais. Mídias de alcance indicadas: redes sociais, rede de display e e-mail marketing.
  • Produtos já consolidados fazem parte do cotidiano das pessoas. É preciso priorizar ações reativas, ou seja, aparecer para quem já tem a intenção de compra. O desafio principal é superar os concorrentes, tanto no alcance quanto na apresentação dos benefícios. O preço e a força da marca são fatores cruciais para a decisão. Mídias de alcance indicadas: rede de pesquisa, comparador de preço, redes sociais, rede de display e e-mail marketing.
Dúvidas? Veja o conceito de canal de alcance, atração, encantamento e conversão.
Outros fatores relevantes de produto
  • Importância do apelo visual.
  • Valor agregado: baixo valor versus alto valor.
  • Recorrência de consumo.

Perfil do Público

Há diversos fatores nos públicos que influenciam na estratégia, alguns são complexos de identificar e definir a importância. Então vamos considerar apenas o perfil de negócio, que é claro e objetivo: B2B ou B2C
  • B2B (Business to Business): negócios entre empresas. Exige ações contínuas, pois o prazo de decisão pode ser longo. Estimular o consumo é importante, porém ser reativo e aparecer no momento de compra é prioridade. Mídias de alcance prioritárias: rede de pesquisa, rede de display, redes sociais e e-mail marketing.
  • B2C (Business to Consumer): empresa para consumidor final. O B2C envolve maior escopo de ações, pois os consumidores finais estão mais espalhados nas mídias digitais. Tem maior capacidade de estimular o consumo, através de mídias pró-ativas como as redes sociais e e-mail marketing. E quando chegar o momento de compra, aparecer nas buscas de forma reativa. Mídias de alcance prioritárias: redes sociais, guias e busca local, comparador de preço, marketplace, rede de pesquisa, e-mail marketing e rede de display.
Importante: caso a empresa atenda os dois públicos, criar estratégias distintas.
Outros fatores relevantes de público
  • Faixa etária.
  • Gênero.
  • Classe social.
  • Novos versus conhecidos.

Modelo comercial

Cada vez é mais comuns as empresas terem estratégias multicanais, ou seja, loja física e e-commerce. Algumas ações vão se complementar, outras exigem estratégias separadas.
  • Venda presencial. Quando a venda é preferencial em lojas físicas, as campanhas têm o objetivo de levar pessoas até o ponto de venda. O SEO (Search Engine Optimization – otimização para mecanismos de busca) assume um papel ainda mais importante, com destaque para as soluções de busca locais, como o Google Meu Negócio. Além de campanhas proativas para despertar o consumo, a presença online no momento da busca é decisiva. Mídias de alcance prioritárias: Google orgânico (SEO), rede de pesquisa e rede social.
  • Venda online (e-commerce ou atendimento remoto). No caso de venda online, seja e-commerce ou por pedido e negociação remota, há a necessidade de atrair e manter o cliente na jornada de compra. Assim, o marketing digital invade em parte (ou toda) a área comercial. Mídias de alcance prioritárias: comparador de preço, marketplace, redes sociais, rede de pesquisa, e-mail marketing e rede de display.
Outros fatores relevantes ao modelo comercial
  • Modelo de assinatura e clubes.
  • Venda direta ou via marketplace.
  • Abrangência: mundial, nacional, regional ou local.

Classificação do orçamento

O orçamento pode ser amplo ou limitado, dependendo do tamanho do público-alvo. É uma relação entre a demanda existente e o orçamento.
Exemplo: R$ 5.000 por mês de orçamento para uma empresa que atua nacionalmente e tem um público de 2 milhões de pessoas é limitado, enquanto este mesmo orçamento para uma empresa local com 30 mil clientes potenciais é amplo.
  • Orçamento limitado. Quando o orçamento é limitado em relação ao tamanho do público-alvo, deve-se priorizar os consumidores que estão no momento de compra. É uma estratégia de curto prazo que funciona, mas com tendência de saturar o consumo. Porém lembre-se que estratégias de curto prazo têm dois efeitos colaterais principais: 1.Não permitem baixar o custo de aquisição ao longo do tempo. 2. Não promove autoridade da marca. Assim, se o mercado for competitivo, resta brigar por preço.
  • Orçamento amplo. Já nos casos de orçamento amplo é possível alcançar mais pessoas e criar uma base para vender mais a médio e longo prazo. Estes leads serão trabalhados até chegarem no momento de compra. A marca será reconhecida e terá autoridade para este público engajado, o que facilitará a decisão de compra a favor da empresa por aspectos técnicos e de confiança. Também é possível utilizar mais mídias para conquistar resultados expressivos.

Maturidade no marketing digital

Os estágios da maturidade digital podem ser classificados como iniciante, visionário, desbravador ou líder. Quando se inicia no marketing digital é necessário trabalhar com públicos segmentados (desconhecidos), pois ainda não existe uma base de remarketing e lista de e-mail captada. Também não se tem a experiência de quais canais de marketing funcionam melhor, qual a proporção adequada de investimento em cada um, e quais tipos de ações ou formato das publicações geram mais engajamento.
O avanço na maturidade do marketing digital promove maior precisão nas ações, para um público maior e mais selecionado. A equipe já sabe o que funciona, e o público principal é formado por seguidores, lista de e-mail e lista de remarketing. Assim é possível reduzir o custo por conversão.
O que define a maturidade é o quanto a empresa já caminhou no mundo digital e a experiência da equipe. De 2 a 4 anos a empresa já pode estar em estágio de visionária ou desbravadora, desde que tenha feito os investimentos corretos. Acima de 4 anos costuma estar em estágio de desbravadora ou até mesmo líder.

https://preview.redd.it/fdw67nzwehu31.png?width=650&format=png&auto=webp&s=d8353634030dac69affa0937a09bbe465c72b00b
Quer saber mais? Leia O que é Maturidade no Marketing digital.

Como Escolher as Mídias de alcance

A maioria das mídias de alcance são patrocinadas. Uma exceção é o e-mail marketing, porém este canal depende de maturidade digital para ter listas relevantes, e cada vez parecem ser menos efetivas após o surgimento de novos canais mais dinâmicos. O alcance orgânico reforça a estratégia e tem mais força para quem está em estágio avançado de maturidade no marketing digital.
A base da estratégia é criar um mapa entre os fatores listados anteriormente, pontuar as mídias e chegar a uma fórmula que defina os valores a serem investidos. Mas isto requer uma grande massa de dados e experiência, e não há mais como perder este tempo. O marketing digital está cada vez mais competitivo e o tempo da tentativa e erro acabou.

Como funciona o Planejador de Campanhas – Orçamento e Mídia

Com base em alguns dados do seu perfil, algoritmos inteligentes criados por especialistas utilizam milhões de dados reais. É uma combinação de:
  • Tecnologia.
  • Experiência.
  • Dados.
  • Estatística e matemática.
  • Seu perfil.

Quais informações são apresentadas no plano gerado

Baseados nesta combinação de dados, algoritmos encontram as respostas abaixo:
  • Orçamento sugerido.
  • Como seu orçamento disponível está em relação ao sugerido.
  • Previsões de alcance.
  • Quais mídias são indicadas para seu orçamento.
  • Valor indicado para cada mídia.
  • Táticas de marketing digital: performance, marketing de conteúdo, branding, etc.

O que precisa ser informado

Você informa apenas:
  • Perfil do público (B2B ou B2C) Dúvidas? Leia acima perfil do comprador
  • Tamanho do seu público (número de pessoas). Dica: utilize a ferramenta de público do Facebook Ads para simular e descobrir o tamanho do seu público segmentado. Para isso considere região, faixa etária, gênero, ocupação ou formação e interesses.
  • Maturidade digital da sua empresa (iniciante, visionário, desbravador, líder). Dúvidas? Leia acima maturidade digital.
  • Experiência do produto no mercado (disruptivo ou consolidado). Dúvidas? Leia acima experiência do produto no mercado.
  • Modelo comercial (e-commerce ou venda física). Dúvidas? Leia acima modelo comercial.

Como interpretar o plano de campanhas gerado

a) Estratégia de comunicação: anúncio ou conteúdo:
  • Anúncio: propaganda.
  • Conteúdo: texto, vídeo ou infográfico educativo, normalmente publicado em um blog próprio.
Dúvidas? Leia que é estratégia de comunicação no marketing digital.
b) Tipo de segmentação de público (segmentado, remarketing, lista de e-mail):
  • Segmentado: pessoas que tem potencial para comprar seu produto, considerando dados demográficos e interesses. As ferramentas de alcance, como Facebook Ads permitem criar e segmentar pessoas por critérios demográficos e comportamentais.
  • Remarketing: pessoas que visitaram seu site e estão rastreadas em uma mídia de alcance vinculada a ele. Para iniciantes este público costuma ser pouco expressivo.
  • Lista de e-mail: lista própria, captada ao longo do tempo com estratégias de marketing digital. Por isso só indicamos e-mail para empresas em estágio mais avançado de maturidade digital.
c) Táticas de marketing digital:
  • Marketing de performance: fazer anúncios diretos, promover publicações nas redes sociais, rede de display, rede de pesquisa, comparadores de preço, etc.
  • Marketing de conteúdo: educar o público através de textos e vídeos, falando dos seus produtos e serviços. Para ser efetivo é necessário associar ao marketing de performance, para promover os conteúdos.
  • Branding: estratégias para tornar a marca relevante. Na prática, são anúncios com objetivos para longo prazo.
  • Automação de marketing: utilizar ferramenta apropriada e criar fluxos de comunicação para educar e estimular os leads a avançarem na jornada de compra.
d) Facebook Ads: É a ferramenta do Facebook para gestão de anúncios, que abrange os canais Facebook, Instagram, Messenger e Rede de Parceiros. Sugerimos utilizar sempre os posicionamentos para Facebook Feed, Instagram Feed e Stories do Instagram. Os outros posicionamentos devem ser usados com cautela.
e) Google Shopping Ads: Somente quando for e-commerce.

Conclusão

Diversos fatores influenciam na escolha da mídia. Isto não significa que devem ser empregados métodos empíricos para planejar as campanhas. Com o método descrito acima é possível criar um ponto de partida científico. A partir disso, utilize sua experiência ou softwares mais avançados para aprimorar as técnicas de escolha.
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2019.08.12 22:10 alanterr SEO local: O que é?

Para uma empresa local, o objetivo é estabelecer-se como o melhor em sua área e aumentar os lucros. Na tentativa de se destacar e melhorar seu alcance de público-alvo, nada é mais importante do que ter uma boa estratégia de SEO local.
SEO significa Search Engine Optimization e engloba todas as estratégias utilizadas para aumentar o número de de visitantes ao seu site.
SEO local refere-se as técnicas de otimização para mecanismos de busca com foco no posicionamento de um site para pesquisas realizadas em determinado bairro, cidade, estado, região ou país. Envolve o uso de palavras-chave combinadas com o nome dessas localidades para obter visibilidade dentro da área de destino.

Porquê SEO Local?

Muitas empresas consideram SEO como algo “alternativo” e que pode não ser tão importante. Devido a isso, muitas empresas adotam os meios convencionais de publicidade e não veem a necessidade de mudar sua abordagem.
O SEO local não só lhe dá uma fatia do bolo, mas pode trazer o bolo inteiro de uma região para você.
Há uma série de fatores que o tornam cada vez mais importante para as empresas locais. Este artigo os explora em detalhes.

Seus clientes estão online

Os dias das páginas amarelas, ou listas telefônicas acabaram.
As pessoas não precisam folhear páginas e páginas para encontrar o endereço de uma empresa. Elas pesquisam no Google diretamente por produtos e serviços com a intenção de obter um número de telefone ou endereço.
Todas as empresas estão na internet, mais precisamente no Google. Isso significa que se o seu negócio não é encontrado lá, ele “não existe”.
Por conta do número crescente de clientes recorrendo à Internet em busca de respostas, as empresas locais que não estão bem posicionadas para essas respostas estão deixando muito dinheiro na mesa.

Economicamente viável

O objetivo de qualquer campanha de marketing é proporcionar um retorno sobre o investimento, levando a mais vendas e novos negócios.
A maioria das empresas locais trabalha com um orçamento limitado e é muito cuidadosa ao usar seus recursos.
O SEO local ajuda a diminuir os medos, pois há pouca publicidade desperdiçada, já que a divulgação é realizada apenas no lugar certo quando os clientes em potencial pesquisam online, dando-lhe assim uma vantagem sobre os meios tradicionais de publicidade, como mala direta, jornais locais e folhetos.
Esses métodos tradicionais não têm uma abordagem direcionada a um público muito específico e são menos eficazes.

É mais barato

Você pode começar a fazer SEO local de forma gratuita. O Google My Business e o Bing Places for Business são ótimas maneiras de começar com custo zero.
Além destes dois, há um monte de diretórios de negócios on-line onde você pode promover o seu negócio e dar a sorte de ser encontrado.
Porém, se você quiser algo mais poderoso será necessário contratar um profissional de SEO ou uma agência especializada. Porém, os custos são muito menores se compararmos aos anúncios em, jornais, revistas, tvs e rádios locais.

Declínio do jornal

A publicidade tradicional através do jornal está morrendo rapidamente.
O número de leitores está diminuindo e as pessoas estão cancelando suas assinaturas todos os dias.
No lugar dos jornais, os clientes recorrem a Internet para receber notícias e informações sobre empresas e produtos de que gostam.
Empresas locais inteligentes reconheceram essa mudança e estão aproveitando a otimização do SEO local, abandonando a “velha guarda”.

Tenha um site amigável para dispositivos móveis

Uma grande quantidade de pesquisas online vem de dispositivos móveis. Não faz sentido atrair visitantes ao seu site apenas para perdê-los porque ele não é compatível com dispositivos móveis.
Quando os usuários acham difícil navegar em um site, eles vão seguir em frente e isso significa que você perderá negócios para a concorrência.
Se você deseja fazer um trabalho sério de Seo local, tem que reconhecer que a maioria dos seus potenciais clientes estão à procura de informações através dispositivos móveis.
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Tornar o conteúdo localmente relevante

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O conteúdo deve ser interessante, compartilhável e relevante para o público local.
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Por exemplo: se você é um contador, pode criar postagens sobre como economizar dinheiro em impostos cobrados naquela região. Ou como as regulamentações financeiras na área funcionam para a pequenas empresas.
Quando se trata de criar conteúdo que seja localmente relevante, você precisa agregar valor a este público específico.

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Conquinstar backlinks em sites da sua região

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Para conseguir esse tipo de link, a qualidade do conteúdo é essencial.

Social media

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Use sua presença na mídia social para se conectar aos clientes em potencial e responder a perguntas e comentários.
Essas estratégias não só ajudarão você a dar os primeiros passos, mas também o guiarão na emocionante jornada que é o SEO local.
Tudo o que é colocar a mão na massa e iniciar esse processo.
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2019.05.12 05:21 AntonioMachado [2014] Olivier Borraz - O surgimento das questões de risco

Artigo: http://www.scielo.bpdf/soc/v16n35/a05v16n35.pdf
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2018.10.24 04:12 another_random_whale Por que o Bolsonaro é pior? Meu posicionamento.

Digo logo que não vou defender o PT, Haddad ou Lula e nem pretendo atacar o Bolsonaro, acho no mínimo desmoralizante ter um partido no poder onde a figura do líder está na cadeia, não é o objetivo do post discutir a prisão.
Esse texto tem um total de 45 fontes (em maioria sobre fatos) que eu desejava aprofundar mais, tanto em leitura quanto em aproveitamento de conteúdo. Vou falar sobre coisa relativamente nova para vocês do brasil, já vi postarem algumas notícias e reflexões aqui no sub que usarei como base e já vi que as discussões foram ricas. Não vou falar para não votar no Bolsonaro pelos vários fóbicos/istas que chamam ele, já tem discussão demais sobre isso e não almejo mudar a opinião de ninguém sobre o assunto.
Também não vou me deter nos assuntos de minorias.
Eu me peguei refletindo em como várias pessoas “de repente” (jajá chego nesse ponto) começaram a acreditar, esbravejar, espalhar fatos em sua maioria objetivos que... simplesmente não aconteceram, não existem, exemplos de alguns: que nazismo foi de esquerda; que vivemos hoje numa ditadura comunista/esquerdista/esquerdopata; que o Brasil é ou vai virar comunista, que temos que reconquistar o nordeste dos comunistas; que precisamos agir em defesa da família brasileira que está sob ataque. Não coloco fontes porque sinceramente acho que não precisa, acho que todo mundo já viu ou ouviu. Curiosidade: o candidato do Partido da Causa Operária para presidência em 2014 obteve 12 mil votos.
Fui atrás de onde vinham essas informações e porquê acredita-se nelas, não parei na explicação de que “são doidos, lunáticos, virou religião, não aceitam fatos e não adianta argumentar”, eu já testemunhei esse fenômeno acontecer e acredito que parte do sub também, como a realidade objetiva (ou seja, fatos) pode surgir de uma realidade partidária (ou seja, de um lado, de uma narrativa). Ou melhor ainda, como “a verdade” partidária pode se transformar na realidade objetiva para muitos. Exemplo palpável disso (embora mais complexo do que estou insinuando): livros de História. George Orwell em um de seus livros fictícios diz “a história é escrita pelos vencedores”. Falo dessa década, isso acontece e dá medo. Trump e seus seguidores são um exemplo disso. Notícia de 2016 “Trump escolhe negacionista da mudança climática para dirigir agência do meio ambiente dos EUA”. Em 10/10/2018 “Trump sugere que o clima está “fabuloso” depois de um sinistro relatório da ONU sobre um desastre iminente”. Um post no /The_Donald: “Está confirmado. A farsa da “mudança climática” é uma tentativa de empurrar comunismo em todo mundo”, pesquisa pela palavra “climate” no fórum renderá bons resultados. De brinde, aqui você pode encontrar centenas de contradições do presidente no próprio Twitter dele, onde pesquisando por “warming” ele chega a creditar o aquecimento global a teorias conspiratórias.
Na noite de 10 de outubro uma notícia de que uma suástica foi talhada numa brasileira foi um dos posts mais cimavotados do worldnews, se logo após veiculação da notícia existir corrente afirmando que é fake news, acho eu que pessoas vão acreditar veementemente, principalmente aquelas mais afetivamente investidas no lado que perde força com a notícia, pois tendemos a aceitar fatos que vão de acordo com nossas crenças... se você é anti-Bolsonaro, você ficou mais cético com a facada? Sobre o tamanho da rede de fake news: “A rede (whatsapp) é a mais difundida entre eleitores brasileiros, utilizada por 66% deles, ou 97 milhões de pessoas” “[...] eleitores de Bolsonaro foram os que mais declararam usar alguma rede social – 81% -, ante 59% dos eleitores de Haddad. Também foram os que mais disseram ler notícias sobre política no WhatsApp. São 57% dos eleitores de Bolsonaro, enquanto só 38% dos eleitores de Haddad disseram se informar no aplicativo sobre política.”
O que me assusta é o tamanho da rede pró-Bolsonaro, a quantidade de pessoas que repetem a narrativa, acreditam na mesma, e agem como se a narrativa fosse “a verdade”.
81% de eleitores dele usam rede social.
57% de eleitores dele admitiram se informar por política pelo WhatsApp. Segundo o TSE, ele teve 49.276.990 de votos no 1º turno. Admitindo que a reportagem da BBC é confiável, 28.087.884 eleitores dele se informam de política por Whatsapp. São 2 milhões de pessoas a menos que a população da Venezuela em 2015. Ironicamente, praticamente temos uma Venezuela inteira aqui dentro que consome conteúdo político pró-Bolsonaro diretamente por WhatsApp.
Eu me pergunto o quanto desse conteúdo é selecionado e manipulado pela sua equipe “oficial” de marketing e o quanto não é: "Time digital de Bolsonaro distribui conteúdo para 1.500 grupos de WhatsApp“.
Voltando para as narrativas, também existem várias que, num dia que eu estivesse puto da vida, chamaria de teorias conspiratórias e mentiras, mas eu não chamo simplesmente pelo fato de que muita gente acredita e repete. Exemplos são: Ideologia de gênero [1, 2, 3]; Kit gay [1, 2]; Ameaça do marxismo cultural [1, 2] (daqui considero vir a ideia da “defesa da família” que não sei muito bem o que significa);
Alguns dos links nesse parágrafo são de discussões, notícias e vídeos dos “2 lados”. O próprio Bolsonaro esbravejou o absurdo que era o kit gay antes das eleições e em 2012, 6 anos atrás, acusou Haddad de disseminar isso, dói em mim assistir o vídeo, mas afirmei que não falaria sobre minorias e vou manter meu posicionamento.
Agora algumas narrativas que considero, na melhor das hipóteses, questionáveis. Não sei de onde nem quando surgiram, não sei porque passei a ouvir todas juntas e de uma vez só, não achei análises positivas sobre elas sem serem enviesadas, alguns com os títulos dos vídeos em caixa alta, apelando para emotividade e afirmando espalhar “a verdade”, ao mesmo tempo não citando fatos objetivos reais. Algumas narrativas até apresentam pensamentos racionais e lógicos sólidos, mas esbarram nas (faltas de) evidências empíricas. São algumas delas: Brasil vai virar uma Venezuela - na verdade, achei um link de 2002, tem até uma palestra bem interessante do General Mourão onde ele diz que isso não vai acontecer; Se o PT ganhar a gente vai virar uma ditadura comunista; O maior problema do Brasil/mundo é a esquerda; Esta é a última oportunidade de tirarmos a esquerda do poder sem derramamento de sangue; Tudo de ruim do Brasil vem da esquerda; Na ditadura era melhor, cidadão de bem vivia bem, só comunista/terrorista/bandido foi morto;
Armar o cidadão de bem é a solução para a questão da violência
Acho que essa parte já demonstra quantas coisas que já consideramos verdades e narrativas plausíveis que talvez não questionássemos, na realidade, não são verdades e narrativas razoáveis. Peço para lembrarem o quanto da campanha oficial do candidato e das correntes de WhatsApp e Facebook se basearem em narrativas como essas. E quantas pessoas ainda acreditam nelas.
Agora o porquê tenho muito medo dos acontecimentos:
Eu percebo acontecendo muita coisa que vi acontecer em 3 países que acompanho há alguns anos: EUA, Turquia e Filipinas – Este último não vou comentar pra não deixar o texto tão grande, mas deixarei fontes. Na Turquia 2 anos atrás, em 15/07/2016 ocorreu um golpe de estado sem sucesso, o grupo militar golpista foi para a rua “tomar o poder” armado até de tanques, aqui um vídeo da noite, é surreal. O então presidente afirmou que a democracia estava em perigo e chamou a população à rua. No fim dos acontecimentos, 179 civis morreram. Hoje, parte (não há consenso [23]) da mídia internacional afirma que foi um autogolpe para consolidação do poder, pois, entre outras razões, após o golpe falhar, até o dia 20 de julho do mesmo ano (menos de 7 dias depois) 45.000 pessoas já tinham sido detidas, presas ou exoneradas do cargo público, incluindo 2700 juízes, 15.000 professores e todos os reitores de universidades do país [23]. Na época, lembro que nas aulas de Geografia meu professor falava da aproximação da Turquia com a União Europeia, já hoje:
1- Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia: “O Conselho registra que a Turquia se distancia da União Europeia”.
2- Religião e estado estão começando a se confundir.
No pós-golpe, houve clamor popular pela volta da pena de morte que foi abolida em 2004, sendo 1984 o ano que ocorreu a última execução oficial, em 2017 o presidente disse que “imediatamente aprovaria a pena capital no próximo referendo constitucional” - mas isso ainda não aconteceu. Hoje é argumentável que a Turquia se encontra em crise financeira. A Turquia também se transformou no país com mais jornalistas presos do mundo e hoje seu futuro é incerto.
Não falo que o Brasil vai virar Turquia, são países completamente diferentes, também não argumento que vai ter golpe aqui. Meu ponto é que um líder carismático chegou ao poder, tinha uma parcela da população que tinha afeto por ele, chamou a população para a rua enquanto um golpe acontecia, pessoas chegaram a ficar na frente de tanques de guerra barrando a passagem (spoiler: o tanque não parou), além de civis também ficarem na linha de fogo de militares. O vídeo é surreal. No momento eu lembro de ficar bastante interessado em porquê esses civis terem se comportado de tal maneira.
Sobre EUA: o episódio de Charlottesville (vídeo), uma marcha da extrema-direita, onde os participantes acreditavam na “supremacia branca”, carregavam bandeiras e usavam uniformes com suásticas e chegam a confirmar abertamente suas “opiniões”, afirmando e defendendo por meio da força bruta ideias como: negros são seres inferiores e/ou devem ser extintos. Defensores desse lado justificaram o ato citando “liberdade de expressão”. Houve presença de um grupo anti-protesto e houve confronto entre os lados. Existem vários vídeos e notícias sobre o caso. Uma pessoa morreu atropelada durante as manifestações quando um motorista decidiu jogar o carro contra uma multidão. Parte do comentário de Trump sobre o ocorrido: “você tem um grupo de pessoas más de um lado e você tem um grupo do outro lado de pessoas que também foram muito violentas. Ninguém quer falar isso, mas eu vou dizer isso agora mesmo”.
O pronunciamento sobre tal ato soa razoável?
Pronunciamento de Bolsonaro na madrugada do dia 10/10 sobre a morte do capoeirista: “Pô, cara! Foi lá pergunta essa invertida... quem tomou a facada fui eu, pô! O cara lá que tem uma camisa minha, comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso? Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso. Eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam. Agora a violência vem do outro lado, a intolerância veio do outro lado. Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso aí”.
Tweet do candidato à presidência na tarde do dia 10/10
Dispensamos voto e qualquer aproximação de quem pratica violência contra eleitores que não votam em mim. A este tipo de gente peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar. Há também um movimento orquestrado forjando agressões para prejudicar nossa campanha nos ligando Nazismo, que, assim como o Comunismo, repudiamos completamente. Trata-se de mais uma das tantas mentiras que espalham ao meu respeito. Admiramos e respeitamos Israel e seu povo!”.
Sério, fico mais aliviado em ele pedir pro pessoal não praticar isso, fico mais aliviado também quando ele afirma dispensar votos e aproximação com quem pratica violência. Mas ao mesmo tempo também fico extremamente preocupado com o fato de ser chamado de “excesso” o assassinato do capoeirista, é objetivamente verdade que 12 facadas são um excesso, afinal, não deixa de ser, mas caracterizamos coisas mais banais como excesso, não um homicídio. Eis um pronunciamento de Bernie Sanders sobre um episódio parecido: “Acabei de ser informado de que o suposto atirador no treino republicano de beisebol é alguém que aparentemente se voluntariou em minha campanha presidencial. Estou enojado com esse ato desprezível. Deixe-me ser tão claro quanto posso ser. Violência de qualquer tipo é inaceitável em nossa sociedade e eu condeno essa ação nos termos mais fortes possíveis. A verdadeira mudança só pode acontecer por meio de ações não violentas, e qualquer outra coisa é contraria a nossos valores americanos mais arraigados...”.
Bem mais forte, né? É mais provável que um homicídio seja cometido de novo se ele for caracterizado como excesso ou se ele for caracterizado como o Bernie falou? É mais provável que o próprio eleitorado de Bolsonaro condene tal ato se o ato for chamado de “excesso” ou como o Bernie caracterizou? Além disso, no episódio que Bernie se refere, a única morte que ocorreu foi a do próprio atirador.
Ao mesmo tempo afirmar que a violência e intolerância vem do outro lado e posteriormente reiterar a afirmação, falar de caluniadores que “tentam nos prejudicar”, falar que há tantas mentiras sendo espalhadas ao seu respeito é uma transferência de responsabilidade e não reconhecimento de atitudes antiéticas e mentirosas que é bastante perigosa. Dá para argumentar que esse discurso instiga a disseminação de notícias falsas por parte de seu eleitorado que “faz campanha de graça”, pois tal ação do eleitorado passa a se tornar justificável, tal ação não é mais um “ataque”, é uma “defesa”. Já ouvi justificativas como “se o outro lado faz, por que eu não faria?”.
Sabe as narrativas que viram verdades? Pois Ustra agora está virando herói nacional, símbolo de ordem. “Eduardo Bolsonaro segue o pai na defesa do torturador Brilhante Ustra”. “Bolsonaro volta a defender Ustra e diz que número de mortos na Ditadura é igual a no Carnaval”. Quer ver como as coisas mudaram? As vaias que o candidato tomou no dia do Impeachment quando se pronunciou, além das discussões que vejo hoje sobre o problema de usar Ustra como simbolismo... “mas e o PTChe Guevara?”
E empurrar a narrativa de que as urnas foram fraudadas?
Em 17/09: “Do leito do hospital candidato do PSL denunciou possibilidade de fraude na votação eletrônica...”.
Em 28/09: “Bolsonaro diz: 'Não aceito resultado das eleições diferente da minha eleição'”.
Em 07/10, no dia da eleição o próprio filho divulga em rede social um vídeo de suposta urna fraudada. Logo depois: “Vídeo de fraude em urna divulgado por Flávio Bolsonaro é falso, diz TRE-MG", além da enxurrada de relatos, fotos e vídeos de problemas nas urnas supostamente fraudadas que vimos em todos os lugares durante o dia.
Logo após a divulgação do resultado: “Bolsonaro diz que problemas nas urnas impediram vitória no 1º turno”.
Até hoje vejo pessoas convictas de que as urnas foram fraudadas... E indignadas que tal fato aconteceu.
Pois bem, sabem os livros de história e narrativas? “General ligado a Bolsonaro fala em banir livros sem "a verdade" sobre 1964“. Torna-se conveniente a narrativa/crença de que há doutrinação nas escolas, de que Universidade Federal é “fábrica de comunista”.
E aqui eu me pergunto:
São quase 30.000.000 eleitores declarados que se informam pelo menos por WhatsApp, sem contar outras redes sociais. Quantos eleitores foram cativados porque em um dia ouviram falar do kit gay criado por Haddad para crianças de 6 anos, no outro dia tiveram contato com a ideia de que haveria ditadura comunista, no outro dia sentiram nojo da Manuela por ter escrito na camisa “Jesus é travesti”, no outro dia receberam uma foto de uma senhora cheia de hematomas que supostamente foi vítima de ataque de petistas? Afinal, qual a chance de isso tudo ser mentira? Principalmente quando meus pares compartilham e reforçam minhas crenças?
Quanto de poder real o Bolsonaro já tem? O quão afetivamente ligadas ao candidato essas pessoas estão? Quantas delas já estão dispostas a bloquear a passagem de tanques de guerra com o próprio corpo? Quantas foram manipuladas para chegar nesse estágio? Quantas agem no mundo se guiando por essas mentiras e convictas que estão espalhando “a verdade”?
Quantas narrativas mentirosas foram empurradas? Quantas discussões foram superficiais porque “o Brasil vai virar uma Venezuela?” Quantos votos foram conseguidos através da manipulação de medos e ódios já existentes? Quanta polarização foi propositalmente criada porque as urnas “foram fraudadas” ou porque “querem ensinar nossos filhos a se tornarem gays”? Quantas famílias e amigos brigaram feio por causa disso? Quanto da campanha para o cargo mais importante do país foi baseada na emoção e na mentira, e não na razão e na verdade? E o mais importante, o quanto da verdade foi deturpada?
Meu argumento final é que considero muito mais perigoso eleger Bolsonaro, pois sua campanha conscientemente e deliberadamente faz a população acreditar em mentiras, são 30 milhões de eleitores só por WhatsApp, mas qual o número total se juntarmos as outras redes sociais? Quantas dessas pessoas estão propensas a acreditar nas narrativas mais loucas possíveis para justificar seus atos? O candidato fez uma campanha através de mentiras e teorias conspiratórias, difamou os adversários com mentiras, mentiras essas que se tornaram verdades para grande parte de seu eleitorado, verdades essas que irão pavimentar o caminho que seguiremos no futuro. Problemas inexistentes que serão combatidos. Problemas existentes que serão ignorados. Um líder que nos venda, nos roda, nos deixa tontos, tem o poder de nos guiar para onde bem entender. E pelo histórico do candidato, meu medo é por onde e para onde ele pretende nos guiar.
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2018.07.09 14:37 AquelecaraDEpoa Resumindo a confusão jurídica de ontem de modo (quase) simples

O dia de ontem comprovou que não dependemos da Copa do Mundo para as emoções tomarem conta do país. Foi um grande vai-e-vem jurídico, mas há muita gente, dentro e fora do mundo do Direito, que não compreendeu bem o que se passou. Vou tentar resumir aqui, mas, infelizmente, não tenho como ser unicamente objetivo, então sintam-se livres para apresentar contra-argumentos nos comentários.
O TRF4 está de recesso? O que é o plantão judiciário?
Não, o TRF4 não está de recesso. O plantão judiciário é uma espécie de vara judicial ou, no caso dos Tribunais, gabinete, aberto nos dias não úteis e fora do horário comercial. Basicamente, é o que dispõe o art. 2º da Resolução nº 71 do CNJ:
Art. 2º. O Plantão Judiciário realiza-se nas dependências do Tribunal ou fórum, em todas as sedes de comarca, circunscrição, seção ou subseção judiciária, conforme a organização judiciária local, e será mantido em todos os dias em que não houver expediente forense, e, nos dias úteis, antes ou após o expediente normal, nos termos disciplinados pelo Tribunal.
O plantão destina-se exclusivamente à apreciação de matérias de urgência, conforme dispõe o art. 1º da mesma Resolução:
Art. 1º. O Plantão Judiciário, em primeiro e segundo graus de jurisdição, conforme a previsão regimental dos respectivos tribunais ou juízos destina-se exclusivamente ao exame das seguintes matérias:
a) pedidos de habeas-corpus e mandados de segurança em que figurar como coator autoridade submetida à competência jurisdicional do magistrado plantonista;
b) medida liminar em dissídio coletivo de greve;
c) comunicações de prisão em flagrante e à apreciação dos pedidos de concessão de liberdade provisória;
d) em caso de justificada urgência, de representação da autoridade policial ou do Ministério Público visando à decretação de prisão preventiva ou temporária;
e) pedidos de busca e apreensão de pessoas, bens ou valores, desde que objetivamente comprovada a urgência;
f) medida cautelar, de natureza cível ou criminal, que não possa ser realizado no horário normal de expediente ou de caso em que da demora possa resultar risco de grave prejuízo ou de difícil reparação.
g) medidas urgentes, cíveis ou criminais, da competência dos Juizados Especiais a que se referem as Leis nº 9.099, de 26 de setembro de 1995 e 10.259, de 12 de julho de 2001, limitadas as hipóteses acima enumeradas.
§ 1º. O Plantão Judiciário não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior, nem à sua reconsideração ou reexame ou à apreciação de solicitação de prorrogação de autorização judicial para escuta telefônica.
§ 2°. As medidas de comprovada urgência que tenham por objeto o depósito de importância em dinheiro ou valores só poderão ser ordenadas por escrito pela autoridade judiciária competente e só serão executadas ou efetivadas durante o expediente bancário normal por intermédio de servidor credenciado do juízo ou de outra autoridade por expressa e justificada delegação do juiz.
§3º. Durante o Plantão não serão apreciados pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores nem liberação de bens apreendidos.
O que é o habeas corpus?
A ação de habeas corpus é uma ação constitucional (ou seja, prevista na Constituição). A ordem de habeas corpus será dada a quem sofrer ou se encontre na iminência de sofrer coação ilegal à sua liberdade de locomoção. Ela deve ser impetrada junto à autoridade hierarquicamente superior à responsável pelo ato impugnado, denominada autoridade coatora.
Resumidamente:
Se a autoridade coatora for Ministro de Tribunal Superior (STJ, TST, TSE ou STM) ou autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância, a competência é do STF.
Se for governador de Estado ou do DF ou desembargador de um dos Tribunais de segunda instância (TJ ou TRF), a competência é do STJ.
Se for juiz federal, a competência é do TRF.
Se for juiz estadual, a competência é do TJ.
Nos demais casos, é do juiz federal ou estadual de primeira instância, dependendo da natureza do ato e da autoridade coatora.
Quais foram os problemas da liminar do desembargador plantonista?
O principal problema, sem dúvidas, foi a (in)competência do juízo.
Caso se tratasse de pedido de liberdade genérico, que difere do habeas corpus, a competência seria da própria 8ª Turma, ou melhor, do relator ali sorteado. Pode-se ver no art. 1º da Resolução nº 71 do CNJ que este caso não seria de competência do plantão. Já que se tratava de habeas corpus, a situação é ainda mais grave. Afinal, a ordem de prisão para cumprimento de pena partiu da 8ª Turma do TRF4, portanto, a competência para apreciação do pedido de HC seria do STJ.
Fora isso, o suposto “fato novo” que justificaria a ordem, qual seja, a pré-candidatura de Lula, nem é novo, nem justificaria a ordem. Sobre a pré-candidatura, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) permite ao pré-candidato a arrecadação de recursos financeiros por meio de doações pela internet a partir de 15 de maio (art. 22-A, § 3º), todavia, “a liberação de recursos por parte das entidades arrecadadoras fica condicionada ao registro da candidatura, e a realização de despesas de campanha deverá observar o calendário eleitoral”. Fora algumas parcas disposições sobre pesquisas pré-eleitorais e o que configura propaganda antecipada, é basicamente isso que a lei dispõe sobre pré-candidatos.
Um pré-candidato é qualquer um que anuncie a intenção de lançar sua candidatura. Isso é muito diferente do candidato, que é quem teve o registro de sua candidatura deferido pela Justiça Eleitoral. Somente a partir do deferimento do registro nascem os direitos próprios dos candidatos, inexistindo proteções similares a pré-candidatos, não se podendo falar em lesão à igualdade eleitoral.
Além disso, como dito, o fato não é novo e já havia sido levantado pela defesa em outras manifestações. Não é permitida a mera reiteração de argumentos em HC.
Por fim, há a suspeição patente do desembargador, antigo filiado ao PT, simpatizante de Lula e abertamente hostil a Moro. É vedado ao juiz exercer jurisdição quando uma das partes for “amigo íntimo ou inimigo capital” ou se for “interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes”.
Moro poderia ter descumprido a ordem?
Aqui há um largo espaço para discussão.
Inicialmente, vale destacar que Moro foi indicado como autoridade coatora e, como tal, deveria ser notificado para prestar informações, além de tomar ciência da liminar. O alvará de soltura é emitido pelo julgador do HC, mas não pode deixar-se de notificar a autoridade coatora, nem que seja o juízo substituto da 13ª Vara Federal.
Nesse link vocês irão encontrar entendimentos divergentes sobre o caso, mas meu entendimento é que uma ordem emanada de juízo absolutamente incompetência (no sentido jurídico da expressão), suspeito e motivado em “fato novo” que nem é novo e nem constitui coação ilegal ou abuso de poder é manifestamente ilegal.
Nem os militares têm dever de cumprir ordem manifestamente ilegal.
Ouvi argumentos contrários, já que a competência é decidida por instância superior (no caso, foi o Presidente do TRF4), suspeição não é presumida e não cabe ao juiz de primeira instância analisar a fundamentação de decisão do segundo grau. Todavia, como bem destacado pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator na 8ª Turma, a decisão não era apta a gerar efeitos jurídicos.
Em primeiro, porque a petição de HC ataca ato jurídico inexistente. Em segundo, porque fundamenta-se em “falso pressuposto de fato”, nas palavras do desembargador. Logo, a ordem, no mundo dos fatos jurídicos, é inexistente e, portanto, nula de pleno direito.
Enfim, esta questão é controversa e estou aberto a discuti-la.
O que vai acontecer agora?
Já há reclamações disciplinares contra Moro e Favreto. Possivelmente, Favreto será afastado de suas funções provisoriamente, podendo sofrer aposentadoria compulsória ou outra punição disciplinar. A questão de Moro é mais complexa, de modo que não posso deduzir o que ocorrerá com ele.
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2018.06.26 15:05 Check9732 The Guardian: Reduções de impostos para proprietários distorceu o mercado imobiliário e deve ser contido, diz thinktank conservador

Tradução de: https://www.theguardian.com/society/2018/jun/25/home-ownership-out-of-reach-for-2-million-uk-families-says-thinktank
Proprietários privados colocaram a propriedade em casa fora do alcance de pelo menos 2 milhões de famílias, segundo pesquisas, enquanto a Grã-Bretanha construiu apenas metade das novas residências que a França no mesmo período.
O relatório radical do novo think tank conservador Onward recomenda o fim ou a redução severa das isenções fiscais para os arrendadores privados e privados, um papel mais forte para os conselhos locais e uma grande reforma do sistema de planejamento para permitir que as comunidades liderem o processo.
O relatório, escrito por Neil O'Brien, ex-assessor de George Osborne, que também trabalhou para a Theresa May no número 10, pede a intervenção do governo no mercado imobiliário, inclusive dando aos conselhos londrinos o poder de limitar a propriedade estrangeira.
"Precisamos mudar o equilíbrio entre o setor locado e a casa própria", disse O'Brien. "Devemos proteger os senhorios existentes, mas desencorajar mais pessoas a investir em imóveis alugados, porque o boom de compra para deixar aumentou os preços e reduziu a casa própria entre os jovens."
Governos anteriores já agiram para conter a isenção fiscal sobre pagamentos de hipotecas e manutenção para proprietários, mas o thinktank diz que ainda é uma forma privilegiada de investimento que reduz o número de casas disponíveis para ocupantes-proprietários, reduzindo a quantidade de capital disponível para atividades mais produtivas. investimento.
"O Reino Unido é um dos países mais baratos para investidores envolvidos em investimentos em aluguel residencial", afirma o relatório.
Enfatizando a ligação entre escassez de oferta e aumento dos preços das casas, o relatório oferece idéias radicais para aumentar o número de novas casas.
Argumenta que a permissão de planejamento para um hectare de terras agrícolas pode acrescentar até 2,5 milhões de libras ao seu valor. Se a comunidade poderia se beneficiar de parte do aumento, o relatório argumenta que ela poderia ser usada para pagar pelo tipo de serviços e infra-estrutura que os novos empreendimentos às vezes não têm.
Em vez de desenvolvimento fragmentado, recomenda que os conselhos tenham o poder de reunir terras e criar novos assentamentos com serviços. Ele olha para toda a Europa, onde a maioria das autoridades locais tem fortes poderes para iniciar e moldar o desenvolvimento e vinculá-lo ao transporte público.
Propõe um melhor apoio para ajudar os conselhos a planejar novos desenvolvimentos com base em conhecimentos de todo o setor, bem como no exterior. Também recomenda uma ocupação urbana de densidade muito maior, onde o Reino Unido fica atrás da maioria dos outros países comparáveis.
O relatório quer que os conselhos possam pedir emprestado para comprar terrenos para desenvolvimento que possam vender com permissão de planejamento, permitindo que a comunidade local se beneficie do aumento do valor.
Will Tanner, um ex-consultor de política de Downing Street que agora é diretor da Onward, disse que é possível enfrentar a crise imobiliária sem concretar o cinturão verde.
“Se o governo quiser recuperar o apoio dos jovens, deve ser inflexível em sua busca por uma casa maior. Isso significa escolhas difíceis, como acabar com os benefícios fiscais para os novos proprietários e dar aos conselhos poderes muito mais fortes ”.
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2018.06.12 16:33 Check9732 The New York Times: É improvável que os cortes de impostos corporativos estimulem o emprego e os salários nos EUA

Traduzido de: https://mobile.nytimes.com/2018/06/10/business/corporate-tax-cut.html
É improvável que os novos cortes de impostos corporativos estimulem o nível de criação de empregos e crescimento salarial que o governo Trump prometeu, concluiu um trio de proeminentes economistas, porque as altas taxas de impostos não estavam tirando muito investimento dos Estados Unidos em primeiro lugar. .
Em vez disso, concluem os pesquisadores, corporações multinacionais baseadas nos Estados Unidos e em outras economias avançadas abrigaram quase 40% de seus lucros em paraísos fiscais como Bermuda, privando seus governos domésticos de receitas fiscais e enriquecendo acionistas ricos. Esse número sugere uma quantidade muito grande do que parece, para os formuladores de políticas, ser investimento empurrado para o exterior por altas taxas de impostos, em vez disso, é um truque de contabilidade - os chamados lucros em papel - que os cortes de impostos não reverterão.
"Essa idéia de que, se você cortar impostos, atrairá muito capital físico, muito investimento para os Estados Unidos, não acho que seja apoiado pelas evidências", disse Gabriel Zucman, economista da Universidade de São Paulo. Califórnia, Berkeley e um dos autores do artigo. “Lucros do papel - isso não aumenta os salários dos trabalhadores. O que impulsiona os salários são fábricas reais ”.
A pesquisa de Zucman e Thomas Torslov e Ludvig Wier, da Universidade de Copenhague, não implica que os cortes de impostos corporativos não ajudem as empresas nem levem, pelo menos, a algum novo investimento. Mas isso desafia a magnitude do aumento que o presidente Trump e os republicanos do Congresso prometeram que resultaria no corte da alíquota de impostos corporativos de 35% para 21% como parte da reforma fiscal de US $ 1,5 trilhão.
Durante todo o debate sobre a lei tributária, os republicanos classificaram a taxa de imposto corporativo do país como não competitiva em comparação com países como Irlanda e Canadá, e disseram que a taxa estava empurrando as multinacionais americanas para estacionar seus lucros em outros países onde suas taxas seriam menores.
A nova pesquisa conclui que a suposição está errada. "As máquinas não se movem para locais com baixos impostos", escrevem os economistas, "os lucros do papel".
Funcionários do governo rejeitaram os resultados dos pesquisadores, dizendo que a evidência é clara de que a redução das taxas de imposto corporativo aumenta o investimento e os salários. O presidente do Conselho de Consultores Econômicos do Sr. Trump, Kevin A. Hassett, há muito argumenta que os salários dos trabalhadores são reforçados em países onde as empresas localizam seus lucros. No ano passado, o conselho estimou publicamente que a redução da taxa corporativa americana elevaria a renda familiar média nos Estados Unidos em US $ 4.000 a US $ 9.000 por ano no médio prazo.
A pesquisa de Zucman, Torslov e Wier emprega um método inédito para avaliar a proporção de lucros que corporações multinacionais escondem no exterior. Eles baseiam-se em dados internacionais para determinar uma relação entre os lucros antes dos impostos e os salários em empresas individuais, tanto para empresas de propriedade local quanto para empresas estrangeiras que operam nesses países.
Eles acham que as multinacionais que operam em paraísos fiscais são muito mais lucrativas do que as empresas de propriedade local nesses países, e que seus lucros superam o que pagam aos trabalhadores. Eles quebram os números para mostrar que os lucros são em grande parte devidos ao dinheiro ser "deslocado" - no papel - para esses paraísos.
Grandes corporações como Apple, Google, Nike e Starbucks tomam todas as medidas para contabilizar lucros em paraísos fiscais, como Bermuda e Irlanda. Suas estratégias provocaram uma repressão por parte dos reguladores do governo, particularmente na União Européia, onde autoridades tentaram forçar as empresas a pagar impostos que acreditavam ser devidos a seus países. Zucman disse que sua pesquisa sugere que as autoridades devem intensificar esses esforços.
“É muito marcante no sentido de que essas empresas multinacionais são as principais vencedoras da globalização. E eles também são aqueles que viram suas taxas de impostos caírem muito ”, disse Zucman. “Isso significa que outros atores da economia têm que pagar mais para absorver a carga tributária”.
Zucman disse que os resultados devem fazer com que os formuladores de políticas repensem seus esforços em várias frentes. Eles sugerem, disse ele, que os países avançados estão subestimando o crescimento econômico e subavaliando as receitas fiscais das empresas, porque eles estão perdendo os lucros que foram deslocados no papel pelas corporações multinacionais.
Kimberly Clausing, economista do Reed College, que escreveu e pesquisou extensivamente sobre o escopo da transferência de lucros para os paraísos fiscais, disse que a pesquisa demonstrou que “o declínio do imposto corporativo é resultado da política e não uma característica inevitável da economia global”. . Isso implica que os formuladores de políticas têm a capacidade de resolver esse problema sem perder em um jogo de competição fiscal contra outros países. Mas eles devem ter a vontade de enfrentar os paraísos fiscais, em vez de dirigir seu fogo em outros países não-refúgio ”.
Incluído na nova lei fiscal estavam várias medidas destinadas a lidar com a mudança de lucros, incluindo um conjunto complicado de impostos mínimos globais para corporações multinacionais. Essas medidas frustraram muitas empresas enquanto esperam que o Departamento do Tesouro publique regulamentações e orientações sobre como elas serão implementadas. Alguns economistas temem que uma das medidas possa encorajar as empresas a mudarem de emprego para fora dos Estados Unidos.
Zucman disse que ainda é cedo para dizer se essas medidas serão bem-sucedidas. Mas ele disse que estava claro que os formuladores de políticas deveriam se preocupar menos em superar seus aliados com cortes de impostos corporativos e, em vez disso, considerar medidas para reprimir a transferência de lucros, como tributar os lucros onde as empresas registram suas vendas.
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2017.08.22 09:06 albedrio Tres aciertos y seis fallos

Con la muerte de Younes Abouyaaqoub los Mossos d’Esquadra lograron poner fin a su objetivo prioritario: dar con el autor del brutal atentado de Barcelona. Casi 100 horas de huida que se han saldado con seis yihadistas abatidos por disparos de sus agentes, dos muertos bajo los escombros de la casa de Alcanar (Tarragona) y cuatro detenidos. Todo ello narrado minuciosamente por los servicios de comunicación de la Generalitat. Han sido cuatro días bajo el foco de todas las miradas ante su examen más difícil.
Tras matar al principal asesino, el presidente de la Generalitat, Carles Puigdemont, compareció públicamente para elogiar la actuación de su Policía. Horas antes, en otra comparecencia, el jefe de los Mossos d’Esquadra, Josep Lluís Trapero, se defendió de las críticas. Sostuvo que se adoptaron las decisiones en función de la información que se tenía en cada momento: “Lo que no podemos hacer es, 72 horas después, decir que se tendría que haber hecho algo diferente, eso es engañar a la gente y vender humo”.
Varios expertos en la lucha antiterrorista acostumbrados a investigar y actuar contra grupos islamistas advierten virtudes en esta actuación policial, pero también aprecian una serie errores:
Aciertos
  1. La operación de Cambrils. Nada más producirse el atropello masivo de Barcelona los Mossos d’Esquadra actuaron con rapidez para establecer un protocolo de seguridad en todo su territorio. Todos los efectivos desplegados en la calle estaban en alerta ante la certeza de que uno o varios terroristas seguían sueltos. De madrugada, un Audi 3 irrumpió en el paseo marítimo de la localidad costera de Cambrils (Tarragona) con el objeto de emular la matanza de las Ramblas.
Tras volcar el vehículo, los terroristas -entre los que había varios menores de edad- llegaron a actuar contra civiles y causaron heridas a una mujer que provocaron su muerte. Los agentes de la Policía autonómica actuaron con rapidez abatiendo con disparos a los cinco ocupantes del vehículo que llevaban adheridos a su cuerpo cinturones explosivos. Sólo después se acreditó que eran simulados. En esta rápida intervención destaca la actuación de uno de los efectivos que abatió él sólo a cuatro de los yihadistas.
  1. La operación de Subirats. Tan sólo unas horas después de que este lunes los responsables de la investigación solicitasen la colaboración ciudadana para dar con el autor del atentado de Barcelona, la llamada dio resultado y una vecina de Subirats (Alt Penedès) dio el aviso de haber visto a Younes Abouyaaqoub. Rápidamente, los Mossos acudieron a la zona y desplegaron una operación, que acabó con la muerte por disparos del terrorista más buscado. También llevaba adosado a su cuerpo lo que parecía un cinturón de explosivos. Con esta actuación los agentes dieron por desarticulado el núcleo principal de los yihadistas compuesto por 12 personas.
  2. Transparencia en la información. Tanto el conseller de Interior, Joaquim Forn, como el máximo responsable de los Mossos d’Esquadra, Josep Lluís Trapero, han dado la cara ante los medios de comunicación para explicar los avances de la investigación. Todos los días desde los atentados han comparecido en ruedas de prensa o en los medios de comunicación una o más veces, lo que ha provocado incluso que salieran a relucir algunos fallos en la investigación. Paralelamente, sus servicios de prensa a través de las redes sociales han mantenido una comunicación constante sobre sus actuaciones.
Fallos
  1. La explosión de Alcanar. La noche del miércoles al jueves se registró la explosión en un chalet de la localidad tarraconense de Alcanar. Los Mossos d’Esquadra interpretaron tras sus primeros análisis que se trataba de un laboratorio de drogas clandestino tal y como ha reconocido Trapero tras hallar materiales empleados en la fabricación de sustancias estupefacientes. El lugar era en realidad la base logística de los terroristas donde tenían 120 botellas de butano. Según las últimas líneas de la investigación, el edificio saltó por los aires porque la célula se encontraba manipulando materiales explosivos, algo de lo que no se dieron cuenta los agentes. Esto precipitó los planes del grupo que decidió pasar a la acción ese mismo día. No fue hasta analizar el interior de la furgoneta de las Ramblas cuando los Mossos ligaron ambos escenarios y pudieron hacerse una composición de la célula.
  2. Los bolardos. Desde el Ayuntamiento de Barcelona desestimaron la recomendación del Ministerio del Interior de instalar bolardos en los accesos de las grandes vías peatonales. El conseller de Interior de la Generalitat defendió este sábado en rueda de prensa que esta medida no es la solución porque entonces habría que ponerlos en todos los puntos con afluencia de gente. Otras fuentes policiales en cambio sostienen que son una herramienta útil para impedir atropellos masivos como los que en los últimos meses venían asolando otras ciudades de Europa.
  3. Meses de preparación. Los responsables de los Mossos d’Esquadra han reconocido que el grupo de terroristas llevaba meses reuniéndose y preparando los atentados. Casi todos los investigados residían en el mismo barrio de Ripoll, realizaban constantes visitas a la casa de Alcanar que tenían como centro de reuniones y el presunto cabecilla del grupo era el imán de la mezquita local.
Desde los Mossos se disculpan afirmando que ninguno de ellos tenía antecedentes por motivos relacionados con el terrorismo. Fuentes de la lucha antiterrorista aseguran que la inmensa mayoría de detenidos por terrorismo carecen de antecedentes. En ese sentido apuntan a un fallo en las labores de inteligencia, aunque advierten que en ese punto son responsables todos los cuerpos policiales ya que las competencias en terrorismo de los Mossos no son exclusivas ni excluyentes.
  1. Operación jaula. Tras el atentado de Barcelona los Mossos procedieron a desplegar una operación jaula ante la duda de que el autor del atropello siguiese en la zona. Las autoridades dirigieron la evacuación del lugar y confinaron a quienes se encontraban cobijados en los locales hasta pasada la medianoche. Los agentes peinaron toda la zona, pero para entonces el autor de la matanza hacía ya tiempo que se había ido, por su propio pie, por la parte trasera del mercado de la Boquería tal y como ha detallado este lunes el jefe de la Policía autonómica.
  2. Minusvalorar el incidente de la Diagonal. Durante los primeros días, el jefe de los Mossos d’Esquadra desvinculó de manera contundente en sus comparecencias las acciones terroristas de Alcanar, Barcelona y Cambrils con la muerte del dueño de un Ford Focus. Esta persona, Pau Pérez, apareció asesinado con arma blanca en el asiento trasero del coche que alguien había usado para saltarse un control de los Mossos y darse después a la fuga a la salida a la salida de Barcelona, a la altura de la Diagonal.
Las dudas sobre la posible relación con el ataque yihadista crecieron a medida que avanzaban las pesquisas. No ha sido hasta este lunes, cuatro días después, cuando desde los Mossos han confirmado que aquel incidente aislado era en realidad el lugar por el que se había escapado el principal terrorista y Pau Pérez, la víctima número 15.
  1. El aviso de la CIA. Según han informado en los últimos días varios medios de comunicación, la CIA estadounidense había advertido a los Mossos d’Esquadra de que la ciudad de Barcelona estaba en el punto de mira del yihadismo y señaló específicamente las Ramblas como posible objetivo. Las fuentes consultadas admiten que ante un aviso de ese tipo habría sido conveniente reforzar la presencia policial en la zona, especialmente en la fechas de mayor afluencia de gente como es el verano.
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2017.01.31 01:21 pedrothegrey A cigana, os livros e Deus.

Eu estudava numa Universidade que se situava em uma rua estreita, cabia um carro nela, e ao lado dela habitavam toda sorte de bares e botecos. A maior parte das minhas abstrações e teses filosóficas foram propostas - para mim - por mim, ali. É fato que as pessoas que não tem muita experiência neste tipo de meditação nos acham depravados e vagabundos por vivermos pensando nestes ambientes ébrios, mas a verdade é que para suportar a tensão de atingir uma opinião intelectiva desagradável a nós mesmos, somente uma boa dose de álcool, para confundir os sentidos de forma segura e para que possamos viver para pensar outro dia.
As classes haviam terminado um pouco mais cedo certo dia, e resolvi aproveitar para ir ver um filme, em um pequeno cinema que havia em umas quadras ao lado da que eu estava. Entrei, vi e saí como entrei. Jamais vira algo tão passageiro e esquecível, como Martin Scorcese diz: Existem filmes que vivem no espectador anos depois de assistí-los e existem aqueles que são somente analgésicos de 2 horas. Como eu não estava saciado, e como sentia que estivera ali por somente 5 minutos, resolvi (mesmo sem dinheiro) passar na livraria ao lado. No percurso, vi uma cigana lendo a mão de uma mulher, cujo rosto demonstrava uma credulidade invejável, mas percorri a cena sem demora, visto que ainda a ideia não havia chegado até mim.
A livraria tinha umas 6 estantes, mais 3 que ficavam nas paredes, e nestas haviam um número razoável de livros. Movido pela curiosidade, saio da sessão de filosofia e clássicos em versão de bolso, e caminho para as estantes da direita, que tem a etiqueta "RELIGIÃO". Deito meus olhos e leio os títulos a fim de ver algo que talvez pudesse me interessar, e além da bíblia e de manuais de como "viver a vida de maneira cristã", só existiam ali livros que tratavam de alquimia, misticismo, tarô, espíritos e adivinhação. O conteúdo destes era uma amálgama de crendices e superstições medievais, com algum toque de auto-ajuda. Aquilo havia me perturbado de maneira incomum.
Tentei não dar muita atenção ao ocorrido, parti para casa e peguei o trem. Ele estava particularmente cheio, mas ainda havia como me manter em uma posição confortável e até ler alguma coisa. Resolvi não o fazer e ouvir o que as pessoas tinham a dizer, esse é um exercício interessante, e mostra mais sobre o que o povo local pensa do que qualquer pesquisa formal. As pessoas cochichavam sobre religião neste dia, uma vez que um famoso pastor cristão havia sido esfaqueado, e o povo estava em polvorosa (ao menos os fiéis de sua doutrina).
E a discussão segue o mesmo círculo anterior, mas minha estação chega e o discurso dos dois acaba se mesclando com minhas outras duas experiências deste mesmo dia. Aquele pastor não merecia a confiança da senhorinha, ainda que fosse honesto. É uma peculiaridade humana que pessoas mais distantes tenham maior credibilidade. A convivência permite a quebra da expectativa de integridade moral que o indivíduo havia depositado no outro, e isto é ainda mais intenso quando o outro, citado acima, é uma figura de autoridade ética, moral e religiosa. Por isso o uso da televisão como propaganda religiosa é tão inteligente, mantém o indivíduo confiante no interlocutor, enquanto este pode ser cada vez menos lógico em seu discurso.
Mas mais importante que isso (ao menos para este relato) é o fato daquela senhora acreditar que, de alguma forma, aquele homem possui uma ponte de comunicação com Deus, e que este homem pode realizar milagres. Repare que eu não critico a fé nos milagres, mas em específico, na crença de que alguém pode ser mais suscetível a fazê-los devido a sua influência celeste. A singularidade da última hipótese é que esta é uma crendice, e embora a distinção seja um pouco obscura a distinção entre fé e superstição, sei que a mente consegue discernir bem, de maneira qualitativa, as duas.
Cheguei em casa e preparei um chá. Sentei na varanda e tentei refletir sobre o dia que havia passado. Todas aquelas pessoas, as que consultaram a cigana, ou então aquelas que compraram os livros daquela sessão, e até as que defendem a integridade de homens desconhecidos somente pela sua fé, todas elas estavam entregues à fé. Costumava acreditar que enquanto a crença é uma ferramenta de ascensão espiritual, não havia nenhum mal. No entanto, esse complexo maquinário de religião (ou superstição) pode acabar - e quase sempre acaba - em atos e ideias irrefletidas. Pois imagine, se um jogador tem sua aposta baseada em uma adivinhação (suponhamos), independente do resultado, temos a convicção de que não há mal algum no ato, e de fato não houve. Mas se um piloto de avião decide sua manobra de decolagem baseado na sorte, certamente o consideraremos insano, embora a natureza da decisão das ações do piloto e do jogador sejam as mesmas. E mais, seja qual for o resultado da ação do piloto, este ainda seria considerado louco, embora isso não o fosse verdade no exemplo do jogador. Independente do resultado de uma ação, realizada com base na fé ou superstição, o ato tem de ser considerado como uma ameaça, concluí.
Resolvi escrever este relato e no decorrer do desenvolvimento da tese que propus, tive uma visão mais gentil (ou menos pragmática) dos fatos ocorridos neste dia; Cada um de nós está perdido, perdido em si. A mulher busca alguma segurança na leitura das linhas na palma de sua mão, e a cigana busca alguém que confie nela, o rapaz lê os códex de alquimia pois não há mais o que satisfaça sua insegurança metafísica, e o autor escrevera o livro em busca de respostas. Os fiéis (as ovelhas) defendem seus pastores, que todos os dias enfrentam as mesmas pelejas e tem as mesmas dúvidas do vulgo. E os homens de ciência procuram entender a lógica deste mundo pois também estão perdidos. E esta trágica epopeia humana jamais cessou, e jamais cessará. O sentimento de incerteza e de ter dúvidas que jamais serão respondidas, perdurará, até o coração do último dos homens parar de bater, e finalmente todas as perguntas serão respondidas.
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