& Namoro lésbico

Sexo sem penetração

2020.12.02 13:36 imp0st0r1 Sexo sem penetração

Eu homem cis hétero namoro uma mulher cis bi. Recentemente ele sugeriu que explorássemos sexo sem penetração e pesquisando sobre o tema, descobri -- acho -- que a terminologia que se aplica é 'gouinage', isto é, termo em francês que surge originalmente para designar sexo lésbico mas que hoje se aplica a qualquer arranjo de casais que optam por evitar penetração.
Alguém aqui tem experiência com isso e gostaria de ofertar dicas? Vídeos, sites ou mesmo relato pessoal que me ajude a entender como avançar nisso.
Questionada, ela diz não saber também como proceder. Apenas que sente-se capaz de gozar sem recorrer à penetração. Como ela é bi, já experimentou em diversas oportunidades de relacionamentos sexuais com outras mulheres, o que explica experiências de orgasmo sem penetração.
Em um exercício de masturbação mental irrelevante me peguei pensando se, ao falar em explorar essas opções, ela não quer transpor a experiência lésbica para o relacionamento hétero. Achei essa hipótese bem interessante, já que ela goza com penetração também.
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2020.08.31 05:18 _powerguido_ Senta que lá vem história

Ficamos juntos por 5 anos. E não foram 5 anos fáceis - minha ex namorada teve problemas que eu não sabia como ajudar. Ela era literalmente stalkeada por um ex colega de classe que simplesmente se apaixonou por ela e passou mais de dois anos perseguindo ela no trabalho, no mestrado, na academia. Chegou a conspirar com colegas da faculdade pra saber onde ela estava, quem eram as pessoas próximas dela. Tentou rapta-la, mais de uma vez. Subornou familiares para ficarem do lado dele. Pra ela, ele era só um cara que não sabia expressar os sentimentos bem. Se ele parou? Não. Mas reduziu a agressividade consideravelmente e hoje em dia se limita à "só" mandar um buquê de rosas no aniversário dela.
O cara já estava tão enraizado na vida dela antes de eu aparecer, que eu simplesmente não consegui convencer nem mesmo a minha ex de que ele era um cara realmente transtornado. O terror que era esse cara na vida dela só serviu pra agravar ainda mais o caso grave de ansiedade que ela tem. Vocês sabem o que é ver uma crise de ansiedade pela primeira vez, sem nem entender o que estava acontecendo? Mas uma crise grave mesmo, de fazer a pessoa chorar por duas horas sem parar, de ficar arranhando o corpo todo com as unhas e viver com hematomas nos membros do corpo por causa disso. E isso começou a ficar constante... uma hora eram uns arranhados no rosto, depois nas pernas. Até o dia em que eu fui ver ela e os dois antebraços estavam quase em carne viva.
E o pior, é que eu quase nem me lembro mais dessa época. Foi muito intenso e me afetou negativamente por muito tempo. Eu conseguia entender que um babaca machista se via no direito de perseguir uma mulher só porque ela não queria namorar com ele - mas meu deus do céu, eu com certeza não conseguia entender como ela mesma não via o quanto ela precisava de uma ajuda profissional por causa da influência negativa desse cara na vida dela (e por vários outros motivos que não valem nem a pena serem citados). Ela me usava como substituto pra tudo que ela não tinha na vida dela - um pai, um irmão, um psicólogo, um amigo. E eu me deixei levar, porque era ingênuo. Porque era meu primeiro namoro. Porque eu achava que eu podia consertar isso. "Depois das primeiras sessões no psicólogo ela vai perceber que esta fazendo bem pra ela", eu dizia pra mim mesmo. Passamos em tantos psicólogos, psiquiatras, gurus. Fizemos academia juntos, eu praticamente morava com ela e não ficava mais com minha família. Eu achava que eu podia dar um jeito na vida daquela menina.
E sinceramente? Eu podia mesmo. Eu não acho que falei alguma coisa errada pra ela em todo o tempo que estávamos juntos. Mas ela nunca me ouvia. E se ela ouvisse, talvez ela tivesse passado por essas situações com mais facilidade, nosso relacionamento teria tomado outros rumos e nós ainda estaríamos juntos. Mas não estamos, e quem está perdendo com isso é ela, porque ela não me superou com certeza. Ela mesma me fala isso.
Eu não acho que eu era um namorado incrível e maravilhoso. Eu nunca tive um carro pra conseguir dar um rolê com ela. Com meu dinheiro mal dava pra gente ir no cinema uma vez por mês. Mas cara, eu me esforçava tanto, tanto mesmo. Lembro que eu um dos dias dos namorados eu quase varei a noite fazendo uma carta à mão de umas 10 páginas, tinha vários desenhos coloridos, poemas apaixonados e promessas de amor. Ela achou ok. Gostou mais do bicho de pelúcia que eu também dei, que custou 10 reais e que claramente não tinha nenhum valor sentimental pra mim. É muito difícil lidar com um cara que persegue sua namorada, mas acho que é mais difícil quando sua própria namorada não dá valor pra como você expressa seu amor por ela.
Mas você leitor deve estar pensando "Mas você disse isso pra ela?" E a resposta é sim. Eu sempre fui sincero com ela, se algo me chateava, eu dizia. Nada do que eu estou escrevendo aqui é algum segredo pra ela. E eu achava que ela ia trabalhar essas informações pra criar um relacionamento mais confortável pra mim e pra ela. Mas ela escolheu ignorar.
Mas o motivo de eu estar escrevendo tudo isso mesmo na verdade é outro. A gente terminou, mas foi razoavelmente tranquilo e decidimos continuar nos falando. Nós dois somos adultos, não é porque discordamos de alguns pontos que precisamos deixar de apreciar a companhia um do outro pra todo o sempre.
E é aqui que sou obrigado a voltar pro começo do nosso namoro. Porque apesar de termos iniciado o namoro cada um com mais de 30 anos, perdemos a virgindade juntos. Crescemos sexualmente juntos. Aprendemos tanto juntos! Eu mais ainda, visto que era meu primeiro namoro. E eu reclamei muito aqui da minha ex (e ela realmente tem os defeitos muito marcantes dela), mas eu também preciso admitir que ela em muitos momentos foi tão minha parceira, minha confidente, minha amada. Eu passei calado por todas as situações que eu já descrevi aqui e muitas outras tão ruins quanto porque, no fundo mesmo, pra mim estava valendo a pena. A gente tinha intimidade, apesar da dificuldade extrema dela de se abrir pra mim. Eu estava sacrificando meu bem estar mental e físico para sustentar o nosso relacionamento.
Tanto que só perto do final do nosso relacionamento que ela assumiu pra mim a atração por outras mulheres. Eu entendo ela, tem gente que não reage bem à isso. Eu tenho certeza que a família dela não reagiria nada bem. Entendo que era um segredo que ela queria deixar só pra ela, e que mesmo com toda a intimidade sexual que a gente tinha, ela também tem o direito de manter coisas só pra ela. É justo.
Só que eu não fiquei com raiva, nem com medo de ela querer me trocar por uma mulher, nem tive essa ideia fetichizada de transar com duas mulheres ao mesmo tempo. Eu sou um cara hétero, mas eu acho o amor lésbico de uma sensibilidade e de uma beleza inexplicável. Eu sempre me sinto mais seguro perto de mulheres, sempre me conecto mais com elas. Desde pequeno eu gosto da presença feminina. Então a ideia de duas mulheres partilhando um relacionamento, parece uma coisa quase mágica pra mim. E de novo, não é nada sexual nem fetichizado, eu realmente só acho muito bonito mesmo. Então qual foi minha reação quando descobri que minha ex tinha vontade de viver isso que eu acho tão incrível? Incentivei ela à correr atrás disso.
Mas é claro que ela, criada numa família extremamente católica, iria simplesmente sair atrás de uma guria do dia pra noite. Foram meses de conversa, de aceitação da parte dela também, de entender que ela não era uma aberração da natureza porque sentia atração pelo mesmo sexo (e também pelo sexo oposto). Nossos últimos meses juntos foram repletos de muitas conversas relacionadas ao mundo LGBT+ e afins. Acho que nós dois também já sabíamos que as coisas não estavam mais super bem entre nós, e que era questão de tempo até a gente se separar. Nosso relacionamento estava bem desgastado mesmo. É estranho porque a gente consegue ser extremamente forte pra parceira quando ela precisa ir correndo pro hospital, ou tem uma crise de pânico, ou não se sente segura na rua e precisa que você pare o seu dia para fazer companhia à ela - mas parece perder a motivação quando essas situações se normalizam e você percebe que talvez aquela pessoa simplesmente não tem a proatividade de te mandar uma mensagem perguntando "como foi seu dia", e de alguma forma sempre está online no whatspp. Sim, nosso relacionamento acabou. E foi bom ter acabado. Eu precisava desse término, muito mais do que eu precisava de uma namorada.
Mas também é muito bom saber que aquela pessoa por quem você passou anos cultivando um sentimento também está vivendo a vida dela. É bom saber que dá pra gente marcar um dia pra devolver as roupas dela que ficaram aqui em casa, sem drama, sem dor de cabeça. Ela foi muito madura no término, eu também. De certa forma nosso namoro acabou, mas continuou como uma amizade - bem menos intensa, bem menos problemática, bem mais fácil de lidar. Mas também sem as partes boas, sem aquela sensação de que se está ajudando a pessoa. Mas é muito mais do que milhares de pessoas separadas têm hoje em dia. Não posso reclamar, eu tenho muita sorte.
Eu só queria mesmo poder partilhar com ela a experiência da descoberta homoafetiva dela. O que não vai acontecer, já que ela já deixou claro que não é obrigada a revelar nada da vida pessoal dela agora que nosso relacionamento terminou - e ela tem total razão nisso. Eu sei disso, eu concordo com isso, e ao mesmo tempo eu acho que ela está sendo tão injusta por me negar esse fato.
Eu sei que não justifica, mas eu me dediquei tanto ao nosso antigo relacionamento juntos. Tive que entender que eu não estava mais sozinho no mundo, eu tinha alguém pra dividir o mundo comigo. Eu tive que aprender a baixar minha guarda, contar o que me dava medo, me expor totalmente à alguém, me desconstruir inteiro. E isso é muito difícil pra mim. Eu sei que ela não me deve nada, e eu sei que eu sou um idiota por me apegar tanto à esse motivo tão besta. Mas isso é realmente importante pra mim. Tem uma coisa dentro de mim que é ansiosa em saber se minha ex está se sentindo acolhida por uma outra mulher, se teve uma boa primeira experiência. De novo, eu sei que soa muito trivial, mas é uma verdade tão grande dentro do meu coração que me faz querer chorar quando lembro que isso nunca vai acontecer.
E não tem nada que eu possa fazer a não ser aceitar. E é exatamente isso que eu venho tentado fazer, pelos últimos 6 meses.
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2020.01.18 02:20 quem_c terminei um namoro e não sinto nada

Eu gostava dela, de verdade, mas mesmo assim não foi nada avassalador como meu primeiro namoro aos 14 anos (durou 6 anos e meio). Eu tenho receio de que nunca mais vou sentir algo tão forte assim, mas ao mesmo fico na expectativa de encontrar alguém no meu lésbico que entenda que eu não quero morar junto com 3 meses e que sou uma pessoa, com individualidade e tudo mais. Essa visão "romântica" de "crepúsculo" não me representa e é difícil achar alguém que não seja guiado por isso no meu meio.
P.S. não que todas as relações lésbicas são assim, mas geralmente a maioria delas faz com que as relações avancem muito rápido. Também não sei se é defeito meu, então...
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2019.08.10 17:42 lanaSouza A violência doméstica paralisa ou há motivos por trás?

Em 2006 criaram a Lei 11.340/06 (nomeada de Lei Maria da Penha) para proteger, exclusivamente, a mulher de violência doméstica e familiar praticada pelo homem.Ao longo dos anos ela sofreu muitas mudanças (riscaram alguns artigos e/ou acrescentaram mais), sem falar nos entendimentos jurisprudenciais (dos tribunais) que se transformaram (alguns) em Súmulas vinculantes - quais sejam: vinculam o julgador na próxima questão igual, que aparecer para ser julgada!
Enfim, o que quero dizer com isso?
Hoje, agosto de 2019, muita coisa já não é nem parecida com o que foi em 2006, quando criada!Felizmente, já existe Delegacia especializada em quase todas cidades de grande a médio porte (algumas cidades pequenas, também).
Transsexuais (de homem para mulher) já podem se valer da Lei e, de igual modo, a violência praticada por um membro do casal lésbico (durante o namoro, união estável ou casamento), e a empregada doméstica que viva ou não sobre o mesmo teto.
Os que estarão fora (sempre), não são protegidos pela lei são os homens - todavia, os filhos do casal, e de qualquer casal, podem ser vítimas de violência doméstica e familiar prevista na Maria da Penha.Recentemente houve ainda mais mudanças para proteger a mulher e seus filhos contra a violência de gênero.
As tais mudanças foram inseridas pela Lei 13.827/2019 (agora o afastamento imediato do agressor pode ser feito tanto por policial, sem mandado, quanto por mandado judicial - a polícia, mesmo sem mandado, retira o homem do seio familiar, deixando a mulher e seus filhos longe do agressor - mas, na lei, há mais - fazer leitura, se interessar).

O artigo 7º da primeira lei (a 11.340/2006) cita 5 tipos de violência; mas aqui pretendo questionar apenas 3 dos 5 incisos:

II - Violência Psicológica;
III - Violência Sexual e
(...)
V - Violência Moral.
Quem tem um relacionamento "estável", dificilmente dirá que nunca sofreu nenhuma das citadas violências.
Dentro dos três incisos acima há tantos exemplos que daria para digitar por horas, mas fiz isso para questionar-vos os seguinte:
ALGUÉM AQUI JÁ SOFREU ALGUMA DAS CITADAS VIOLÊNCIAS?
Para puxar conversa, inicio por mim mesma:
Eu sim, já sofri e sigo sofrendo de alguma delas; ainda não consegui denunciar porque sou burra, tenho pena dele e estou com depressão (além de estar desempregada), ainda não consigo me sustentar sozinha como fazia quando mais jovem!
Vocês acreditam que as vítimas de violência desse tipo ficam paralisadas (não agem) porque amam demais; tem medo ou porque estão, como estou eu (sem trabalho, depressiva e em tratamento medicado por plano de saúde que é pago por ele))?
Gostaria de saber mais sobre isso - sobre a falta de denúncia pelo tipo de violência citada no artigo 7º, de preferência só a violência descrita nos incisos citados.
Obrigada!
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